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Doce Novembro

O mês de Novembro é o mais difícil
Chega o vento, chega o frio
O sol esconde-se e as folhas caem
Todo o caminho fica castanho
Todo o céu fica cinzento
E a nostalgia está no ar.

É neste ambiente outonal
Que chega a vontade de hibernar
Estar entre lençóis quentes
Encostada ao calor humano
á beira de uma lareira acesa
Para comer castanhas e jeropiga

É neste mês que sinto as lembranças
Num forte arrepio, na flor da pele
Através do olhar distante e perdido
Sentimentos que pairam na minha mente
De saudades, nostalgia, memórias
Lembranças de um passado recente

Aquela escuridão escura e fria
Que um dia senti,
Aqueles sentimentos e dores
Que nem palavras existem para exprimir
Aquele amor e paixão
Que um dia foi sem dizer adeus

As marcas profundas
Que foram feitas com dor
Que saram com o tempo
Hoje são cicatrizes invisíveis
Que nesta altura do ano
Ficam com formigueiro ardente

Nesta luta entre palavras
Entre a ansiedade e a impaciência
Entre o triste e a alegria
Neste doce e frio mês de Novembro
Nesta silêncio da madrugada fria
Sinto maior a tua falta

Não há razão para perceber
Algo que é incompreensível
Num olhar profundo de uma menina
Ou num sorriso de outra menina
Sei que estás aqui, presente
Em que as forças do amor resistem a tudo.

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