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O que me anima de manhã..

Lol! Era uma vez Eros…

Chimmm! Galo cantou mto cedo hoje.
Bom dia, delicia de Juno
Bom dia, ternura de junho
Bom dia, iracema
Bom dia, delírio dos santos populares
-Bom dia, alegria de Carnaxide
-Carnaxide, não. Linda-a-Velha.
-vai dar ao mexmo, xão tudo xuburbiox…
-Arredores, é a segunda cidade a seguir a Lisboa!
-Konvenxida
-Buerere
Bom dia, albacora celestial
Bom dia, vuvuzela espiritual
Bom dia, golo das quinas
Bom dia, nação valente
Bom dia, manjerico de sto António
Bom dia, vidente de sto António
Bom dia, milagre de sto António
Rega a manjericona
Bom dia, santa popular
Bom dia, passarinha que quer voar
Bom dia, jacaré de Nazaré
Não xou mark! Xou Inês!
Esfrega a manjerona com pau de gengibre
Boa tarde, manjericona
Bom dia, Natália
Bom dia, bombom du juju
Bom dia, portuguesa
Rega a manjericona de s.joao!
Bom dia, baú dos afetos
Bom dia, uva celeste
Bom dia, vitoria lusa
Bom dia, orgulho das quinas
Bom dia, vidente de s.joao
Bom dia, milagre de s. João.
Bom dia, berbigão azul
Bom dia, doidice das quinas
Não adianta deitar contas a vida, a ternura dos 40 graus não tem conta nem medida!
Bom dia, gloria da nação imortal e esplendor de Portugal.
Buenos dias, cariño!
Bom dia, milagre de S. Pedro e S. Paulo
Bom dia, zimborina
Bom dia, Julius

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O Enigma das Sete Partes

  Ninguém sabia de onde vinha o velho Mestre. Uns diziam que passara a vida entre bibliotecas esquecidas; outros juravam tê-lo visto atravessar desertos, mosteiros e cidades onde as palavras pareciam mais antigas do que as próprias pedras. Mas todos concordavam numa coisa: quem aceitasse um dos seus desafios nunca mais voltava a olhar para a língua portuguesa da mesma maneira. Numa tarde de verão, pousou sobre a mesa um pequeno cofre de madeira escura. Não tinha fechadura, dobradiças visíveis nem qualquer sinal de chave. Apenas uma inscrição gravada na tampa: «Abre-me com sete partes do corpo humano.» Pela janela entreaberta entravam os sons da praça. Ao longe, uma melodia elevava-se da velha igreja. Os acordes eram tão profundos que pareciam fazer respirar as paredes de pedra e espalhavam-se pelas ruas como um fio invisível, fazendo vibrar o silêncio. — Parece fácil... — comentou um rapaz. O Mestre sorriu. — Os enigmas mais difíceis são aqueles que se apresentam com a si...