Avançar para o conteúdo principal

Escondo-me na escuridão para te amar com razão…

Quero aproveitar os melhores momentos
Talvez não irei sentir assim novamente.
Assimilo cada milissegundo desta aventura
Olho-te meigamente
Decoro cada pedacinho de ti
Sinto “o fogo que arde” do teu calor
E abraço-te suavemente, enquanto dormes
Sob a minha cama, sob os meus lençóis…
Realizo o meu único sonho de sempre
De amar e ser amada,
Nem que seja por breves momentos
Que me deixes feliz
Que me deixes marcada,
Para o resto da minha vida.
Acordas no limiar da noite para o dia,
Olhas-me como nunca alguém me olhou,
Beijas-me como nunca alguém me beijou.
Mas no amor também se sente dor
E está na hora de enfrentar, a crua e dura realidade.
Amo-te, como tu me amas,
Inigualável, inevitável e do tamanho do mundo,
Eu não te mereço, tal como tu não me mereces.
Eu não mereço esse teu receio, esse teu medo,
De não saberes como enfrentares o mundo,
Por não saberes como hás-de ficar comigo.
Tu não me mereces, pela minha eterna e sofrida beleza exterior
Em que todos tem a curiosidade de ver…
E ninguém tem coragem de ver mais além
Á beleza interior, aonde tudo brilha sobre ouro.
Esta é razão de estarmos no limiar
Do sol e da lua, do consciente e do inconsciente,
Amarei-te na escuridão e olharei para ti
Sob aquele longínquo horizonte entre o mar e o céu.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Contos ao cair da noite, inspirados no ritual de ...Cura

Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao...