Avançar para o conteúdo principal

Pensamentos sobre a crise financeira

Quanto mais desequilibrada a nível humano, individual e colectivo, está uma sociedade, maior a gravidade dos problemas que gera.
E o que se está agora a revelar na finança é fruto de Ganância.

A maioria das pessoas e famílias vivem acima do que podem. Ganância.
A maioria dos governantes gerem para o imediato das eleições. Ganância.
A maioria dos donos e administradores de empresas, especialmente as cotadas em bolsa, gerem no curto prazo. Ganância.

Inteligência não é Sabedoria de Vida.
Inteligência é apenas uma parte.
E o uso da (muita) inteligência das pessoas a que se vem assistindo é Egoísta e não com Sabedoria.

Só procurando melhorar (de fundo) como pessoas, individualmente e em comunidade, tudo melhora.
Daí será um passo, para educarmos melhor a nossas crianças,
para termos famílias mais equilibradas,
para aparecerem melhores governantes,
para sermos melhores trabalhadores - seja em que função for, incluindo as de direcção.

É bem simples (sem grandes teorias), mas implica muito honestidade, esforço e incompreensões ao longo da vida.
Implica também haver muito respeito por si próprio e pelo outro.
No entanto, as compensações e as alegrias também são maiores. Para cada um e para a sociedade.

Acho que tudo o resto que se diga sobre esta crise financeira das nossas sociedades, ou sobre outra qualquer crise,
tem os seus fundamentos mais fortes nestas realidades mais profundas do ser humano.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Enigma das Sete Partes

  Ninguém sabia de onde vinha o velho Mestre. Uns diziam que passara a vida entre bibliotecas esquecidas; outros juravam tê-lo visto atravessar desertos, mosteiros e cidades onde as palavras pareciam mais antigas do que as próprias pedras. Mas todos concordavam numa coisa: quem aceitasse um dos seus desafios nunca mais voltava a olhar para a língua portuguesa da mesma maneira. Numa tarde de verão, pousou sobre a mesa um pequeno cofre de madeira escura. Não tinha fechadura, dobradiças visíveis nem qualquer sinal de chave. Apenas uma inscrição gravada na tampa: «Abre-me com sete partes do corpo humano.» Pela janela entreaberta entravam os sons da praça. Ao longe, uma melodia elevava-se da velha igreja. Os acordes eram tão profundos que pareciam fazer respirar as paredes de pedra e espalhavam-se pelas ruas como um fio invisível, fazendo vibrar o silêncio. — Parece fácil... — comentou um rapaz. O Mestre sorriu. — Os enigmas mais difíceis são aqueles que se apresentam com a si...