Avançar para o conteúdo principal

Pensamentos sobre a crise financeira

Quanto mais desequilibrada a nível humano, individual e colectivo, está uma sociedade, maior a gravidade dos problemas que gera.
E o que se está agora a revelar na finança é fruto de Ganância.

A maioria das pessoas e famílias vivem acima do que podem. Ganância.
A maioria dos governantes gerem para o imediato das eleições. Ganância.
A maioria dos donos e administradores de empresas, especialmente as cotadas em bolsa, gerem no curto prazo. Ganância.

Inteligência não é Sabedoria de Vida.
Inteligência é apenas uma parte.
E o uso da (muita) inteligência das pessoas a que se vem assistindo é Egoísta e não com Sabedoria.

Só procurando melhorar (de fundo) como pessoas, individualmente e em comunidade, tudo melhora.
Daí será um passo, para educarmos melhor a nossas crianças,
para termos famílias mais equilibradas,
para aparecerem melhores governantes,
para sermos melhores trabalhadores - seja em que função for, incluindo as de direcção.

É bem simples (sem grandes teorias), mas implica muito honestidade, esforço e incompreensões ao longo da vida.
Implica também haver muito respeito por si próprio e pelo outro.
No entanto, as compensações e as alegrias também são maiores. Para cada um e para a sociedade.

Acho que tudo o resto que se diga sobre esta crise financeira das nossas sociedades, ou sobre outra qualquer crise,
tem os seus fundamentos mais fortes nestas realidades mais profundas do ser humano.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Contos ao cair da noite...Cura

Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao ...