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Animal do Dia: Pangolim

Nome cientíco: Common pangolin (Manis temminckii), giant pangolin (Manis gigantea), tree pangolin (Manis tricuspis)
O gentil e solitário pangolim tem uma língua maior que o seu próprio corpo e enrola-se todo, parecendo uma bola, quando ameaçado. Mas a sua maior ameaça atualmente é a extinção ─ ele é o mamífero mais traficado no mundo, sobretudo na China e no Vietname, onde a carne dos pangolins é considerada uma iguaria, e as escamas deles são conhecidas por terem propriedades medicinais.
A espécie é muito antiga, com representantes fósseis datando do Eoceno na Europa (Eomanis, do Eoceno Médio alemão, em Messel), América do Norte (Patriomanis) e Ásia (Cryptomanis gobiensis, do Eoceno superior da Mongólia).
Na China e na India há muito tempo que chamam o pangolim de peixe da floresta, pois a sua aparência é muito estranha para um mamífero.
É quase completamente coberto de grandes escamas córneas, ligadas à pele como se fossem unha e dispostas umas sobre as outras como telhas num telhado. É o único mamífero com este tipo de protecção, tão dura que chega a arranhar alguns metais. Lentos e desajeitados, os pangolins seriam presa fácil http://www.saudeanimal.com.br/imagens/pangolim2.jpgpara os carnívoros se a sua armadura não fosse bastante resistente para protegê-los. O pangolim pode enrolar-se totalmente e assim fica protegido dos predadores.
Existem 7 espécies desse estranho mamíferos, 4 na Africa e 3 na Ásia, todas elas semelhantes em aparência e hábitos. O pangolim- de- cauda- comprida é essencialmente arborícola e vive nas planícies do sul e leste da África. O pangolim-de-cauda-curta, também chamado de pangolim-indiano, vive em pares na Índia e em Sri Lanka.
É um animal sossegado. Dorme numa toca profunda durante o dia e alimenta-se à noite, principalmente de formigas, que apanha com a sua língua comprida e pegajosa. Sem nenhum dente na boca, o pangolim armazena pedras no estômago que o ajudam a moer a comida.
Apesar de ser um animal notável, poucos já ouviram falar sobre o pangolim. E o motivo é que eles raramente sobrevivem em cativeiro. Apenas seis jardins zoológicos no mundo ─ e somente um na Europa, em Leipzig, na Alemanha, têm um exemplar desta espécie.

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