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Olivença, o tabú ibérico

Apesar da aparente normalidade - e cordialidade - existentes entre os dois países vizinhos, as relações bilaterais entre Portugal e Espanha continuam ensombradas pela disputa histórica de Olivença.
Sendo certo que ambas as instâncias governamentais parecem ter colocado o problema na gaveta, pelo menos publicamente, é notório o desconforto com que os dois lados lidam com o tema, procurando, dentro do possível, reduzir ao mínimo o "ruído" provocado pelas opiniões divergentes, principalmente daqueles que exigem a redefinição da linha fronteiriça, num regresso ao que era no início do século XIX.
Longe dos corredores do poder, dos meandros políticos e dos omnipresentes sentimentos patrióticos, começam a dar-se sinais visíveis de aproximação, depois de várias décadas de um afastamento consentido e, grande parte das vezes incentivado.

Sendo que a resolução política da questão parece praticamente impossível, pelo menos a curto prazo e dentro do quadro comunitário actual, esta nova abordagem passa substancialmente por algo que nem as delimitações fronteiriças, nem as movimentações diplomáticas conseguem apagar: a Cultura.
O Património histórico português, edificado e imaterial, presente em toda a comunidade oliventina, começa agora a ser valorizado e retirado do "baú" a que o confinaram, desta vez com um pormenor que poderá fazer a diferença: os principais impulsionadores deste esforço de reaproximação são naturais de Olivença, interessados pelo passado cultural dos seus antepassados.
Falo especificamente da Associação Além Guadiana.


Ver continuação: (muito interessante!)

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