Avançar para o conteúdo principal

Nisa - Crato - Vale de Peso

Ao passar pelas ruas da Nacional perto de Nisa, relembrei do acidente á 27 anos atrás.

Crato

O Crato é uma bonita Vila Alentejana, calma e pacata, sede de concelho, famosa pelo seu bonito Mosteiro de Flor da Rosa e toda a tradição monástica que este alberga.

A história do Crato é rica e muito antiga, pensando-se que terá sido povoada por Cartagineses, por volta do ano 500 a.C., tendo igualmente estado sob domínio dos Visigodos e dos Árabes. Conquistada aos Mouros em 1160, por Afonso Henriques, foi posteriormente entregue pelo Rei D. Sancho II à Ordem dos Hospitalários, em 1232, acabando por se tornar sede da Ordem no reinado de Afonso IV.
A escolha desta vila para sede da Ordem em Portugal deu grande importância à povoação, tendo em 1356, D. Frei Álvaro Gonçalves Pereira, fundado, a pequena distância da vila, no sítio da Flor da Rosa, uma igreja e Castelo para residência do priorado.
A partir de 1662 a Vila perde muita da sua importância militar, ao ser saqueada por tropas Espanholas, perdendo-se nessa altura importantes documentos da Ordem dos Hospitalários.

Hoje o Crato é uma pequena Vila bonita e bem preservada, de baixo e simples casario branco com a típica faixa alentejana a rodear portas e janelas, com orgulho no seu património, como o importante Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, albergando uma das mais cobiçadas Pousadas de Portugal, mas também a bonita igreja Matriz do século XIII, as ruínas do Castelo altaneiro, a Capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso onde funciona o Museu Municipal e a Casa Museu Padre Belo, não esquecendo a Varanda do Grão Prior, o último testemunho do imponente Palácio dos Priores do Crato.
Por toda a região diversos monumentos megalíticos atestam a ancestralidade destas paragens, como a Anta do Couto dos Andreiros ou o Penedo do Caraça, entre tantos outros.

A natureza circundante é de grande beleza, encontrando-se na área três bonitas barragens: a de Vale Seco, da Arreganhada e a da Câmara, proporcionando boas condições para as mais variadas actividades desportivas, náuticas e de lazer.

Local de antigos costumes, no Crato é produzida uma variedade de objectos de artesanato em madeira, barro, cortiça ou em mármore.
Dos seus pratos típicos destacam-se as Migas de Batata, a Sopa Sarapatel, o Ensopado de Borrego e a Alhada de Cação.

Vale de Peso
A Aldeia de Vale do Peso está situada sobre uma pequena colina, com a cota de 307 metros acima do nível do mar, no limite entre os granitos e os xistos, situada a 7 km de Crato.
Algumas lendas, sem base séria pretendem explicar essas origens, mas sem fundamento digno de crédito. Segundo ela, Vale do Peso teria sido fundado pelos habitantes de uma pequena povoação, que existiu a 3 km a nordeste daquela a que se chamava Pé-do-Rodo, são visíveis ainda os alicerces de algumas habitações, no recinto das quais ostentam hoje a sua exuberância alguns sobreiros seculares.
Nas traseiras dessas ruínas melancólicas, vêem-se ainda algumas plantas frutíferas.
Uma tradição afirma que Vale do Peso está assente sobra as ruínas de outra povoação que se chamou "Cidade do Peso", cujo nome derivou de uma pedra de forma airosa, regular que , provavelmente pela sua configuração, fazia lembrar um peso antigo. Tratava-se de uma pedra formosa e bem parecida, a qual nos meados do século VXII, ainda existia junto desta localidade, mas já quebrada.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Enigma das Sete Partes

  Ninguém sabia de onde vinha o velho Mestre. Uns diziam que passara a vida entre bibliotecas esquecidas; outros juravam tê-lo visto atravessar desertos, mosteiros e cidades onde as palavras pareciam mais antigas do que as próprias pedras. Mas todos concordavam numa coisa: quem aceitasse um dos seus desafios nunca mais voltava a olhar para a língua portuguesa da mesma maneira. Numa tarde de verão, pousou sobre a mesa um pequeno cofre de madeira escura. Não tinha fechadura, dobradiças visíveis nem qualquer sinal de chave. Apenas uma inscrição gravada na tampa: «Abre-me com sete partes do corpo humano.» Pela janela entreaberta entravam os sons da praça. Ao longe, uma melodia elevava-se da velha igreja. Os acordes eram tão profundos que pareciam fazer respirar as paredes de pedra e espalhavam-se pelas ruas como um fio invisível, fazendo vibrar o silêncio. — Parece fácil... — comentou um rapaz. O Mestre sorriu. — Os enigmas mais difíceis são aqueles que se apresentam com a si...