Vive ao máximo. Aproveita ao máximo as coisas que te fazem bem. Dá o máximo em tudo o que faças. Dá o máximo de ti. Superlativa-te. Aumenta a confiança. Maximiza as tuas capacidades. As tuas qualidades. Dispõe as coisas pelo grau de importância. Nunca deixes que as coisas insignificantes se armem em importantes. Coloca-as no lugar. Reduz as coisas mesquinhas à sua insignificância. Olha à tua volta. É o máximo. Olhar à tua volta com olhos de ver é o mínimo que podes fazer. A vida é o máximo. Não queiras menos.
Ninguém sabia de onde vinha o velho Mestre. Uns diziam que passara a vida entre bibliotecas esquecidas; outros juravam tê-lo visto atravessar desertos, mosteiros e cidades onde as palavras pareciam mais antigas do que as próprias pedras. Mas todos concordavam numa coisa: quem aceitasse um dos seus desafios nunca mais voltava a olhar para a língua portuguesa da mesma maneira. Numa tarde de verão, pousou sobre a mesa um pequeno cofre de madeira escura. Não tinha fechadura, dobradiças visíveis nem qualquer sinal de chave. Apenas uma inscrição gravada na tampa: «Abre-me com sete partes do corpo humano.» Pela janela entreaberta entravam os sons da praça. Ao longe, uma melodia elevava-se da velha igreja. Os acordes eram tão profundos que pareciam fazer respirar as paredes de pedra e espalhavam-se pelas ruas como um fio invisível, fazendo vibrar o silêncio. — Parece fácil... — comentou um rapaz. O Mestre sorriu. — Os enigmas mais difíceis são aqueles que se apresentam com a si...

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