Avançar para o conteúdo principal

Um dia...

um dia,
voltarei a ver-te e a segurar o teu dedo outra vez...
E dançar como antigamente,
agarrada a tua perna, com um sorriso de orelha a orelha...
You are in my heart...
Always and Forever...

Comentário:
No outro dia, num espectáculo
Ao ouvir os violinos, violoncelos, percussão, flautas…
A música perdura nos meus ouvidos,
Os meus olhos carregavam a natureza, o verde, o vento…
Fechei os olhos e voei, flutuei, pairei
Meus pés estavam de bicos,
Minhas mãos o calor das tuas…
E dançávamos ao som da música.
E sorria ao olhar para ti, Pai
Senti-te tão pertinho de mim,
Os olhos encheram de lágrimas
Que caíram como duas pérolas…
Queria mais… mas acordaram-me. :)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Enigma das Sete Partes

  Ninguém sabia de onde vinha o velho Mestre. Uns diziam que passara a vida entre bibliotecas esquecidas; outros juravam tê-lo visto atravessar desertos, mosteiros e cidades onde as palavras pareciam mais antigas do que as próprias pedras. Mas todos concordavam numa coisa: quem aceitasse um dos seus desafios nunca mais voltava a olhar para a língua portuguesa da mesma maneira. Numa tarde de verão, pousou sobre a mesa um pequeno cofre de madeira escura. Não tinha fechadura, dobradiças visíveis nem qualquer sinal de chave. Apenas uma inscrição gravada na tampa: «Abre-me com sete partes do corpo humano.» Pela janela entreaberta entravam os sons da praça. Ao longe, uma melodia elevava-se da velha igreja. Os acordes eram tão profundos que pareciam fazer respirar as paredes de pedra e espalhavam-se pelas ruas como um fio invisível, fazendo vibrar o silêncio. — Parece fácil... — comentou um rapaz. O Mestre sorriu. — Os enigmas mais difíceis são aqueles que se apresentam com a si...