Avançar para o conteúdo principal

Escuro

Apetece-me estar no escuro
Olhar com os meus olhos abertos
E tudo estar tão escuro,
Aonde possa sentir mais perto do meu eu,
Do meu interior, da minha alma
Aonde vejo-me e relembro-me dos sonhos
Aonde possa pensar e reflectir
E tentar descobrir o que se passa comigo.














Meu coração pede-me coisas, desejos, vontades
Que não são impossíveis, mas neste momento
É algo que não está ao meu alcance ou está?
Meu coração pula, minha cabeça não pára
São tantas as dúvidas que existem em mim
São tantos os medos de os enfrentar para ser recusada
São tantos os obstáculos que recuo sem olhar para trás
São tantos os sonhos que já foram esquecidos

Apenas tento viver dia após dia,
Saborear cada momento,
Cada experiência como única
Mas e as outras coisas,
Não são para aproveitar?
Não sei, não sei o que sinto
Apenas sinto e não sei o que fazer
Ou decidir ou agir.

Por vezes, permanece a tristeza em mim
De não saber se vai ou não acontecer
E o tempo passa e eu continuo sem saber
A dor que eu não consigo expandir
E que fica a remoer no meu ser
E será o eterno jogo de querer e não querer,
De ser e não ser,
De viver e não viver…

Iluminada, apenas pela a lua
A minha eterna e segura amiga
Que aparece com uma nesga de luz
No meio do escuro que nem breu
Para alentar a minha alma
Para dar força ao fogo
E arder a chama que existe em mim
E querer o melhor que a vida me pode dar…

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Morte, violação ou boca de palhaço?"

Na altura do Carnaval, ouvi falar de um caso que me arrepiou imenso. Duas jovens universitárias tinham sido interpeladas por um grupo de rapazes bem parecidos, no Bairro Alto, que lhes fez uma pergunta: "Morte, violação ou boca de palhaço?" As jovens, pensando tratar-se de uma brincadeira de Carnaval, responderam prontamente "boca de palhaço". Foram esfaqueadas dos lábios às orelhas. Sei que ainda hoje estão traumatizadas e que nenhuma cirurgia plástica deixá-las-á como eram antes. No passado fim de semana, voltou a acontecer; em pleno Largo Camões, a jovem esperava por um táxi vazio que a levasse para casa. Pois quem a levou foi quatro rapazes, que lhe fizeram a mesma pergunta arrepiante e o resultado é o mesmo. Esfaqueada, com um "sorriso" de palhaço. Acho estranho que nenhum telejornal faça referência a isto, porque tenho a certeza de que já aconteceu mais vezes. Sendo assim, e como acredito no poder do passa a palavra, por favor divulguem ...