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Semana dura

Foi uma semana intensa, dividida entre formações, trabalho, fisioterapia e as tarefas de casa.
No trabalho, além de programar, passo horas a responder a emails e participar em reuniões para resolver pontos cruciais de alguns projetos. A fisioterapia da ATM, que agora faço uma vez por semana, tem ajudado bastante. Antes tinha dores de cabeça e pescoço quase todos os dias; agora são uma ou duas vezes por semana. Ainda assim, com tanto stress, tive alguns dias mais complicados. Descanso com panos quentes que me permitem relaxar e adormecer por cinco minutos.
As tarefas domésticas não param. Preciso organizar os almoços e jantares para os dias em que chego tarde, pôr roupa a lavar e secar, e deixá-la pronta para a senhora que a passa a ferro. Há sempre algo para arrumar na cozinha, sem contar com os meus bichos, que miam ou choram quando querem atenção.
Esta semana foi especialmente atarefada com formações. Tive de cancelar a visita à minha mãe. Entre as três horas diárias da formação rodoviária em Lisboa (PRP), a formação de Escrita para decidir se continuo com o Caminho do Livro e ainda sessões online sobre desenvolvimento web para me manter atualizada, o cansaço acumulou-se.
Na sexta-feira à noite, acabei por adormecer no sofá. Ainda exausta, fui para a cama e dormi toda a manhã. À tarde, dediquei-me a tosquiar a minha cadela — quase duas horas! Ficou linda e mais leve, mas olhava para mim como se estivesse despida.
Ainda cuidei das plantas: colhi frutas, cortei ramos secos e estragados. No final, ao olhar para a varanda cheia de flores vibrantes e cheias de vida, senti uma ponta de tranquilidade. Apesar da correria, foi gratificante ver tudo a ganhar forma.

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