Avançar para o conteúdo principal

Sarapatel

Mas afinal quantas variedades de #SARAPATEL existem?

1. Na Serra de Arga, Alto Minho, feito após o abate do borrego e, atualmente, consumido apenas nas festas anuais de verão que duram três dias. Não é um prato principal, mas antes um complemento.

2. No Alentejo. Na região alto-alentejana de Marvão, de borrego,  consumida ao longo do ano em forma de sopa. Inclui fatias de pão e laranja dispostas no fundo da malga. Muito pouco difundido.
Em Castelo de Vide, de borrêgo, prato obrigatório na Páscoa.
Na vila de Amareleja, Baixo Alentejo, parece existir também uma versão de Sarapatel chamada Sarraburra, feita de porco e consumida com batata cozida e laranja.

3. Na Ilha da Madeira, embora seja também pouquíssimo conhecido entre os locais. Incorpora nozes entre outros produtos diferentes. Acompanha batata cozida e fatias de pão.

4. No Nordeste Brasileiro, amplamente difundido, de porco ou de borrego, havendo lugar a sub-variações regionais. De tempero simples, acompanha com farinha de pau ou arroz.

5. Em Goa, e onde quer que existam goeses. Altamente condimentado, feito das miudezas do porco. Acompanha com arroz branco ou "sanans". Servido em qualquer ocasião especial, e no dia a dia.

6. Em Macau e entre os macaenses, embora este pareça ser derivado diretamente do Sarapatel goês, contudo mais suave do que aquele.

Em Moçambique é bastante conhecido por via da presença goesa, mas não adquiriu autonomia, nem surge nas ementas regulares dos restaurantes.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Meu Pequeno Resmungão

Sentavas-te no alto, como quem vigiava um reino que só tu conhecias. A janela era o teu posto. O sofá, o teu trono. E aquele olhar meio fechado, entre sério e desconfiado, era a tua maneira de dizer: "Está tudo em ordem. Eu estou a tomar conta." Nunca foste o gato que pedia colo nem mimos. Nem o que seguia cada passo nosso. Eras feito de vontade própria, de aventuras inesperadas, de arranhadelas, de resmungos e de uma personalidade impossível de esquecer. Houve dias em que nos fizeste rir. Outros em que nos pregaste partidas. E muitos em que fingias que não precisavas de ninguém. Mas precisavas. E nós também. A vida foi deixando marcas no teu corpo. Mazelas que nunca escolheste. Batalhas silenciosas que foste enfrentando sem nunca perderes aquilo que fazia de ti... um Ginger Lince. O teu resmungo. Que tantas vezes nos fazia sorrir e que hoje daríamos tudo para voltar a ouvir. Lutaste o tempo que conseguiste.Nós lutámos contigo. Fomos contigo ao veterinár...