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As escolhas para o Olive Nere

Ama
saúda as pessoas

perdoa
ama ainda mais e saúda
...(ninguém do prédio cumprimenta, nem tão pouco na rua).
Dá a mão
ajuda
compreende
esquece e recorda só o bem.
E do bem dos outros
goza e faz gozar
alegra-te do nada que possuis do pouco que basta
dia após dia:
e mesmo esse pouco - se necessário –
Divide.
E vai, vai ligeiro atrás do vento e do sol e canta.
Vai de terra em terra e saúda
saúda todos
o preto, o moreno e até o branco.
Canta o sonho do mundo:
que todos os países
iam gostar
de te ter gerado
(“Canta o sonho do mundo” de David Maria Turoldo)

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Sentavas-te no alto, como quem vigiava um reino que só tu conhecias. A janela era o teu posto. O sofá, o teu trono. E aquele olhar meio fechado, entre sério e desconfiado, era a tua maneira de dizer: "Está tudo em ordem. Eu estou a tomar conta." Nunca foste o gato que pedia colo nem mimos. Nem o que seguia cada passo nosso. Eras feito de vontade própria, de aventuras inesperadas, de arranhadelas, de resmungos e de uma personalidade impossível de esquecer. Houve dias em que nos fizeste rir. Outros em que nos pregaste partidas. E muitos em que fingias que não precisavas de ninguém. Mas precisavas. E nós também. A vida foi deixando marcas no teu corpo. Mazelas que nunca escolheste. Batalhas silenciosas que foste enfrentando sem nunca perderes aquilo que fazia de ti... um Ginger Lince. O teu resmungo. Que tantas vezes nos fazia sorrir e que hoje daríamos tudo para voltar a ouvir. Lutaste o tempo que conseguiste.Nós lutámos contigo. Fomos contigo ao veterinár...