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Provérbios O

O barulho não faz bem e o bem não faz barulho
O bom filho à casa torna
O bom médico é o do terceiro dia.
O burro acredita em tudo o que lhe dizem
O casamento e a mortalha no céu se talha
O corno é sempre o último a saber
O dinheiro fala todas as línguas
O dinheiro não dá a felicidade, mas ajuda muito
O esperto só acredita em metade, e o génio sabe em que metade deve acreditar
O futuro a Deus pertence
O hábito não faz o monge
O homem põe e Deus dispõe
O macaco só vê o rabo do outro
O mal dos outros é consolo de parvos
O mal está nos olhos de quem o vê
O olho do dono engorda o cavalo
O ótimo é inimigo do bom
O pão do pobre cai sempre com a manteiga para o lado de baixo
O pior cego é o que não quer ver
O poder mostra o que o homem é
O prometido é devido
O que arde cura
O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura
O que arma a esparrela muitas vezes cai nela
O que é barato sai caro
O que é bom acaba depressa
O que é doce nunca amargou
O que é nosso vem parar-nos à mão
O que não tem remédio remediado está
O que o berço dá só a tumba tira
O que os olhos não vêem o coração não sente
O que tu sabes já eu me esqueci
O saber não ocupa (espaço|lugar)
O saber não ocupa lugar
O segredo é a alma do negócio
O seguro morreu de velho
O seguro morreu de velho e o desconfiado ainda está vivo
O seu a seu dono
O silêncio é de ouro
O sol quando nasce é para todos
O trabalho dá saúde
O trabalho não mata ninguém
Ódio velho não cansa
Olha para ti e fica-te por aí
Olho por olho, dente por dente
Onde canta galo não canta galinha
Onde ha fumaça, há fogo
Onde o galo canta canta, almoça e janta
Os amigos são para as ocasiões
Os cães ladram e caravana passa
Os extremos tocam-se
Os homens não se medem aos palmos
Os melhores homens são os que as mulheres julgam melhores.
Os olhos pedem mais do que a barriga aguenta
Os opostos se unem
Os últimos são sempre os primeiros
Os últimos serão os primeiros.
Ovelha negra da família
Ovelha que bale, bocado que perde
Ovelha que berra, bocado que perde

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Sentavas-te no alto, como quem vigiava um reino que só tu conhecias. A janela era o teu posto. O sofá, o teu trono. E aquele olhar meio fechado, entre sério e desconfiado, era a tua maneira de dizer: "Está tudo em ordem. Eu estou a tomar conta." Nunca foste o gato que pedia colo nem mimos. Nem o que seguia cada passo nosso. Eras feito de vontade própria, de aventuras inesperadas, de arranhadelas, de resmungos e de uma personalidade impossível de esquecer. Houve dias em que nos fizeste rir. Outros em que nos pregaste partidas. E muitos em que fingias que não precisavas de ninguém. Mas precisavas. E nós também. A vida foi deixando marcas no teu corpo. Mazelas que nunca escolheste. Batalhas silenciosas que foste enfrentando sem nunca perderes aquilo que fazia de ti... um Ginger Lince. O teu resmungo. Que tantas vezes nos fazia sorrir e que hoje daríamos tudo para voltar a ouvir. Lutaste o tempo que conseguiste.Nós lutámos contigo. Fomos contigo ao veterinár...