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Autoria_LMCF

“São meus sentimentos transformados em versos ou em palavras soltas, desconexas, que talvez só eu entenda.

Eu rabisco as minhas dores, as minhas fantasias, os meus medos, as minhas reflexões.

Eu escrevo como quem dá o primeiro beijo, como quem vai para uma entrevista de emprego, como quem prepara uma receita complicada, como quem planta, como quem colhe.

Nem sempre é fácil, minha alma é desnorteada e confusa.

Então escrevo, leio, releio, substituo palavras, apago tudo e por vezes até desisto!

Outras vezes as frases fluem tão facilmente, tão naturalmente e fica tão bonito... que inexplicável a sensação!”

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Meu Pequeno Resmungão

Sentavas-te no alto, como quem vigiava um reino que só tu conhecias. A janela era o teu posto. O sofá, o teu trono. E aquele olhar meio fechado, entre sério e desconfiado, era a tua maneira de dizer: "Está tudo em ordem. Eu estou a tomar conta." Nunca foste o gato que pedia colo nem mimos. Nem o que seguia cada passo nosso. Eras feito de vontade própria, de aventuras inesperadas, de arranhadelas, de resmungos e de uma personalidade impossível de esquecer. Houve dias em que nos fizeste rir. Outros em que nos pregaste partidas. E muitos em que fingias que não precisavas de ninguém. Mas precisavas. E nós também. A vida foi deixando marcas no teu corpo. Mazelas que nunca escolheste. Batalhas silenciosas que foste enfrentando sem nunca perderes aquilo que fazia de ti... um Ginger Lince. O teu resmungo. Que tantas vezes nos fazia sorrir e que hoje daríamos tudo para voltar a ouvir. Lutaste o tempo que conseguiste.Nós lutámos contigo. Fomos contigo ao veterinár...