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Dolmabahçe

Acordamos mais tarde. Fomos para o Dolmabahçe, as estava fechado, por ser dia de folga. Fomos ao museu Naval com descontos dos cartões Icom. Barcos, ouro, madreperola. Fomos depois para Museu Militar. Tivemos de apanhar o autocarro e almocamos por 6lt, ali perto. Vimos os dois andares cheios de coisas da guerra, quase a correr, estavam na hora de fechar. Passamos pelo Taksim, por funicular, electrico antigo, pelo prazer de um passeio.
Apanhamos o electrico para o hotel, no qual o um dos nossos, estava qause a vomitar dentro do electrico, por causa dos cheiros...
Compra do casaco de Lacoste por 40 Liras. Perfume que vendia a 5 Liras, ao ver o nosso regateiador, mudou para 2 Liras.

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A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...