Quando nasceu o Rato Mickey tinha apenas 2 anos e o Pato Donald ainda nem estava no ovo. Mas uma infância em berço de ouro marcada pela familiaridade com os bonecos concebidos pel seu tio Walt Disney e desenvolvidos por talentosas equipas de desenhadores traçou-lhe o destino de gestor de uma empresa onde os sonhos e os cifrões coabitam da forma mais promiscua. Roy Edward Disney, falecido no passado dia 10 com 79 anos, foi o ultimo a deixar o apelido familiar estruturalmente ligado á poderamda fabrica de ilusões habitadas pelo famosos animais antropomórficos. A sua relação com a empresa, porem nem sempre foi pacifica. Depois de, na decada de 1950, ter ali trabalhado como assistente de edição e guinista, saltou em 1967 para o conselho de asministração, onde passado dez anos travaria uma batalha contra a corrente que acusou de levar a empresa "para parte nenhuma".
Sentavas-te no alto, como quem vigiava um reino que só tu conhecias. A janela era o teu posto. O sofá, o teu trono. E aquele olhar meio fechado, entre sério e desconfiado, era a tua maneira de dizer: "Está tudo em ordem. Eu estou a tomar conta." Nunca foste o gato que pedia colo nem mimos. Nem o que seguia cada passo nosso. Eras feito de vontade própria, de aventuras inesperadas, de arranhadelas, de resmungos e de uma personalidade impossível de esquecer. Houve dias em que nos fizeste rir. Outros em que nos pregaste partidas. E muitos em que fingias que não precisavas de ninguém. Mas precisavas. E nós também. A vida foi deixando marcas no teu corpo. Mazelas que nunca escolheste. Batalhas silenciosas que foste enfrentando sem nunca perderes aquilo que fazia de ti... um Ginger Lince. O teu resmungo. Que tantas vezes nos fazia sorrir e que hoje daríamos tudo para voltar a ouvir. Lutaste o tempo que conseguiste.Nós lutámos contigo. Fomos contigo ao veterinár...
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