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Polícia investiga ataques a 50 “bruxas” na Índia


A polícia indiana iniciou hoje uma investigação sobre relatos que apontam para habitantes de uma zona tribal no centro da Índia terem espancado e cortado o cabelo a 50 mulheres, acusando-as de “feitiçaria”. Segundo a polícia, os aldeões terão agido a conselho de um líder espiritual que afirmou que o ataque os protegeria dos espíritos malévolos.

Na Índia, onde a superstição ainda está bastante presente, dezenas de mulheres são mortas todos os anos, devido a suspeitas de serem “bruxas”. Uma situação que é mais grave nas zonas rurais, onde o sistema escolar ainda não é eficaz.

Apesar de a ocorrência de mortes não ser comum no distrito de Chhattisgarh, mais de 100 mulheres são torturadas, obrigadas a andar nuas e maltratadas todos os anos. “A polícia começou a investigar e interrogar dezenas de aldeões que organizaram uma cerimónia de purificação de nove dias, onde cortaram o cabelo à força a cerca de 50 mulheres, acusando-as de serem bruxas e batendo-lhes publicamente”, afirmou Radheshyam Nayak, da polícia de Chhattisgarh.

Em 2005, foi promulgado em Chhattisgarh a Lei (de prevenção) da Feitiçaria para contrariar o crescimento de caças às bruxas, que prevê penas até cinco anos para os prevaricadores. Contudo, isso não fez com que este tipo de ataques desaparecesse.

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