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Príncipe da Névoa

Em 1943, a família do garoto Max Carver muda para um vilarejo no litoral, por decisão do pai, um relojoeiro e inventor. Porém, a nova casa dos Carver está cercada de mistérios. 
Atrás da casa, Max descobre um jardim abandonado, que contém uma estranha estátua e símbolos desconhecidos. Os novos moradores se sentem cada vez mais ansiosos: a irmã de Max, Alicia, tem sonhos pertubadores, enquanto a outra irmã, Irina, ouve vozes que sussurram para ela de um velho armário. 
Com a ajuda do novo amigo, Roland, Max também descobre os restos de um barco que afundou há muitos anos, numa terrível tempestade. Todos a bordo morreram, menos um homem -- um engenheiro que construiu o farol no fim da praia. Enquanto os adolescentes exploram o naufrágio, investigam os mistérios e vivem um primeiro amor, um diabólico personagem começa a surgir: o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo a uma pessoa -- mas cobrando um preço alto demais...

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Sentavas-te no alto, como quem vigiava um reino que só tu conhecias. A janela era o teu posto. O sofá, o teu trono. E aquele olhar meio fechado, entre sério e desconfiado, era a tua maneira de dizer: "Está tudo em ordem. Eu estou a tomar conta." Nunca foste o gato que pedia colo nem mimos. Nem o que seguia cada passo nosso. Eras feito de vontade própria, de aventuras inesperadas, de arranhadelas, de resmungos e de uma personalidade impossível de esquecer. Houve dias em que nos fizeste rir. Outros em que nos pregaste partidas. E muitos em que fingias que não precisavas de ninguém. Mas precisavas. E nós também. A vida foi deixando marcas no teu corpo. Mazelas que nunca escolheste. Batalhas silenciosas que foste enfrentando sem nunca perderes aquilo que fazia de ti... um Ginger Lince. O teu resmungo. Que tantas vezes nos fazia sorrir e que hoje daríamos tudo para voltar a ouvir. Lutaste o tempo que conseguiste.Nós lutámos contigo. Fomos contigo ao veterinár...