Avançar para o conteúdo principal

Dia de São João

São João é, tal como Santo António e São Pedro, um santo popular. É conhecido por ser um santo casamenteiro.
A festa é celebrada em várias localidades portuguesas, mas a cidade onde os festejos são maiores é no Porto, onde o dia 24 de junho é um feriado municipal.
Embora São João Batista seja considerado por muitos o "padroeiro popular" da Invicta, o título oficial de padroeira da cidade do Porto pertence a Nossa Senhora da Vandoma.

Noite de São João

Na noite de 23 de Junho, a população sai à rua para festejar. O manjerico é um dos símbolos da festa, assim como os coloridos martelos de plástico e os alhos porros, utilizados pelas gentes para bater (gentilmente) nas cabeças das outras pessoas.
Os balões de ar quente feitos em papel são outras das atrações que iluminam os céus na noite de São João.

Atividades e Tradições do São João

As cascatas sanjoaninas, uma espécie de presépio animado, feitas com esculturas que exemplificam as artes, ofícios e arquitetura portuenses, são outra característica da festa portuense em homenagem a São João.
Na gastronomia, os festejos só ficam completos com a sardinha, broa, caldo verde, pimento e vinho.
A festa concentra-se na zona histórica do Porto, com milhares de pessoas a percorrerem as ruas e a ver o fogo de artifício lançado junto ao rio Douro, nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia. O programa das festas de São João é extenso, abarcando dezenas de diversas atividades que decorrem durante cerca de um mês.
Os mais jovens percorrem as zonas junto ao rio Douro em direção à foz do rio, terminando a noite nas praias, com um banho matinal, conforme manda a tradição.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Estrada Não Perdoa

As estradas podem ser boas ou más. Há as novas, lisas, confiantes. Há as gastas, cheias de remendos e memória. Mas nenhuma estrada corrige a distração de quem conduz. O que decide nunca é apenas o piso, é o gesto. Um olhar que falha. Um segundo a mais. Um segundo basta. Conduz-se hoje como se o carro pensasse por nós. Entra-se, roda-se a chave, e parte-se. Poucos verificam pneus, óleo, travões. Confia-se que tudo funcione porque ontem funcionou. A máquina anda, logo está segura. Mas a segurança não é automática. É um hábito consciente que se renova todos os dias e que muitos deixaram cair. Na chuva e no nevoeiro, a estrada enche-se de sombras em movimento. Carros sem luzes. Outros apenas com mínimos, invisíveis atrás, como se não existissem. Avançam a velocidades incompatíveis com o que os olhos conseguem realmente captar. Pergunto-me se veem o caminho ou se conduzem por memória, como quem atravessa um quarto escuro de olhos fechados, convencido de que nada mudou desde ontem. Os ...