Podia dizer-te o que sinto,Neste momento e nestes dias,Podia dizer-te o que vou fazerMas estou presa numa teia invisível.Não sei o que pensar, por vezes em mil coisas,Sinto sensações que não sei explicarQuero fazer algo, mas sei o quê ou aonde,Chamo a isto, dias brancos.Dias brancos que só o tempo vai curar,E deixar acontecer o que tiver de acontecer,As oportunidades dirão o meu caminhoEscreverão na minha tábua do destino.Irá existir uma resposta para tantas perguntasUma explicação para sentimentos inexplicáveisUm dia, irei saber qual o meu caminho,Ou a minha missão, aqui na Terra.Também tenho a noçãoDe que quanto mais tempo,Dou ao tempo para pensar,Menos tempo, tenho para gozar a vida.2013, tem o meu numero de sorte,A esperança permanece acesaQuero viver todos os momentosQue sejam os que tanto luto por isso.Paz e tranquilidade para descansar o meu corpo,Amor para expandir o que tenho dentro de mimArdente e grandioso para te amar como tanto luto,Boa saúde para poder gozar a vida,Família e amigos, que permaneçam perto de mim,Trabalho e dinheiro para poder ter algo para mim,Solidariedade, para poder oferecer algoA quem mais pode precisar.
Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao...
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