Podia dizer-te o que sinto,Neste momento e nestes dias,Podia dizer-te o que vou fazerMas estou presa numa teia invisível.Não sei o que pensar, por vezes em mil coisas,Sinto sensações que não sei explicarQuero fazer algo, mas sei o quê ou aonde,Chamo a isto, dias brancos.Dias brancos que só o tempo vai curar,E deixar acontecer o que tiver de acontecer,As oportunidades dirão o meu caminhoEscreverão na minha tábua do destino.Irá existir uma resposta para tantas perguntasUma explicação para sentimentos inexplicáveisUm dia, irei saber qual o meu caminho,Ou a minha missão, aqui na Terra.Também tenho a noçãoDe que quanto mais tempo,Dou ao tempo para pensar,Menos tempo, tenho para gozar a vida.2013, tem o meu numero de sorte,A esperança permanece acesaQuero viver todos os momentosQue sejam os que tanto luto por isso.Paz e tranquilidade para descansar o meu corpo,Amor para expandir o que tenho dentro de mimArdente e grandioso para te amar como tanto luto,Boa saúde para poder gozar a vida,Família e amigos, que permaneçam perto de mim,Trabalho e dinheiro para poder ter algo para mim,Solidariedade, para poder oferecer algoA quem mais pode precisar.
As estradas podem ser boas ou más. Há as novas, lisas, confiantes. Há as gastas, cheias de remendos e memória. Mas nenhuma estrada corrige a distração de quem conduz. O que decide nunca é apenas o piso, é o gesto. Um olhar que falha. Um segundo a mais. Um segundo basta. Conduz-se hoje como se o carro pensasse por nós. Entra-se, roda-se a chave, e parte-se. Poucos verificam pneus, óleo, travões. Confia-se que tudo funcione porque ontem funcionou. A máquina anda, logo está segura. Mas a segurança não é automática. É um hábito consciente que se renova todos os dias e que muitos deixaram cair. Na chuva e no nevoeiro, a estrada enche-se de sombras em movimento. Carros sem luzes. Outros apenas com mínimos, invisíveis atrás, como se não existissem. Avançam a velocidades incompatíveis com o que os olhos conseguem realmente captar. Pergunto-me se veem o caminho ou se conduzem por memória, como quem atravessa um quarto escuro de olhos fechados, convencido de que nada mudou desde ontem. Os ...
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