Podia dizer-te o que sinto,Neste momento e nestes dias,Podia dizer-te o que vou fazerMas estou presa numa teia invisível.Não sei o que pensar, por vezes em mil coisas,Sinto sensações que não sei explicarQuero fazer algo, mas sei o quê ou aonde,Chamo a isto, dias brancos.Dias brancos que só o tempo vai curar,E deixar acontecer o que tiver de acontecer,As oportunidades dirão o meu caminhoEscreverão na minha tábua do destino.Irá existir uma resposta para tantas perguntasUma explicação para sentimentos inexplicáveisUm dia, irei saber qual o meu caminho,Ou a minha missão, aqui na Terra.Também tenho a noçãoDe que quanto mais tempo,Dou ao tempo para pensar,Menos tempo, tenho para gozar a vida.2013, tem o meu numero de sorte,A esperança permanece acesaQuero viver todos os momentosQue sejam os que tanto luto por isso.Paz e tranquilidade para descansar o meu corpo,Amor para expandir o que tenho dentro de mimArdente e grandioso para te amar como tanto luto,Boa saúde para poder gozar a vida,Família e amigos, que permaneçam perto de mim,Trabalho e dinheiro para poder ter algo para mim,Solidariedade, para poder oferecer algoA quem mais pode precisar.
Ninguém sabia de onde vinha o velho Mestre. Uns diziam que passara a vida entre bibliotecas esquecidas; outros juravam tê-lo visto atravessar desertos, mosteiros e cidades onde as palavras pareciam mais antigas do que as próprias pedras. Mas todos concordavam numa coisa: quem aceitasse um dos seus desafios nunca mais voltava a olhar para a língua portuguesa da mesma maneira. Numa tarde de verão, pousou sobre a mesa um pequeno cofre de madeira escura. Não tinha fechadura, dobradiças visíveis nem qualquer sinal de chave. Apenas uma inscrição gravada na tampa: «Abre-me com sete partes do corpo humano.» Pela janela entreaberta entravam os sons da praça. Ao longe, uma melodia elevava-se da velha igreja. Os acordes eram tão profundos que pareciam fazer respirar as paredes de pedra e espalhavam-se pelas ruas como um fio invisível, fazendo vibrar o silêncio. — Parece fácil... — comentou um rapaz. O Mestre sorriu. — Os enigmas mais difíceis são aqueles que se apresentam com a si...
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