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Escutar o coração...

“Quando nos permitimos escutar o coração, que pressentimos?
-Uma sede profunda de simplicidade, que nos invade como a luz ténue inicial do nascer do sol…
-Um desejo imenso de nos encontrarmos a nós próprios, e que nos invade como o genuíno odor que a natureza exala pela madrugada.
-Uma vontade infinda de encontrar caminhos que façam a vida ganhar sentido, e que, pela sua profundidade, parecem nos conduzir ao turbilhão das águas de um rio…
-Na busca de sentido para a vida deparar-nos-emos com a nossa fragilidade, com o desconhecido… O deserto que necessitamos de atravessar para nos (re) encontrarmos…”

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As estradas podem ser boas ou más. Há as novas, lisas, confiantes. Há as gastas, cheias de remendos e memória. Mas nenhuma estrada corrige a distração de quem conduz. O que decide nunca é apenas o piso, é o gesto. Um olhar que falha. Um segundo a mais. Um segundo basta. Conduz-se hoje como se o carro pensasse por nós. Entra-se, roda-se a chave, e parte-se. Poucos verificam pneus, óleo, travões. Confia-se que tudo funcione porque ontem funcionou. A máquina anda, logo está segura. Mas a segurança não é automática. É um hábito consciente que se renova todos os dias e que muitos deixaram cair. Na chuva e no nevoeiro, a estrada enche-se de sombras em movimento. Carros sem luzes. Outros apenas com mínimos, invisíveis atrás, como se não existissem. Avançam a velocidades incompatíveis com o que os olhos conseguem realmente captar. Pergunto-me se veem o caminho ou se conduzem por memória, como quem atravessa um quarto escuro de olhos fechados, convencido de que nada mudou desde ontem. Os ...