Avançar para o conteúdo principal

Porque me olhas assim...

Porque que me olhas assim
Porque que me deixas com ciúmes e ao mesmo tempo serena.
Porque que apenas com um toque
Me deixas eriçada e ao mesmo tempo calorosa.

Porque que quando não estou perto de ti, procuro por ti sem cessar
Penso em ti, sem querer, durmo e acordo a pensar em ti
Por mais que queira esquecer de ti, não consigo
Estás preso nas teias no meu coração…

Sinto a frustração de não te ter, sinto a decepção de ter quase nada
Sinto a tristeza de te perder antes de te ter
Porque que me deixas desassossegada
Porque que os sentimentos são tão contraditórios, porque que o tempo não passa…

Quando estou perto de ti,
Quando me olhas nos olhos e desvias o olhar,
Finges que não estou nem ai
Sinto-me magoada, sinto uma pontada no peito

Quando estou perto de ti,
Quando me olhas nos olhos, na fraca luz do teu brilho
Sinto a tristeza que vai no teu coração
Tenho a vontade enorme de te enrolar nos meus braços

Quando estou perto de ti,
Quando me olhas nos olhos, demoradamente em câmara lenta
Vejo um brilho forte e vibrante
Capaz de por o meu coração aos pulos e quando vem com um sorriso…

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Estrada Não Perdoa

As estradas podem ser boas ou más. Há as novas, lisas, confiantes. Há as gastas, cheias de remendos e memória. Mas nenhuma estrada corrige a distração de quem conduz. O que decide nunca é apenas o piso, é o gesto. Um olhar que falha. Um segundo a mais. Um segundo basta. Conduz-se hoje como se o carro pensasse por nós. Entra-se, roda-se a chave, e parte-se. Poucos verificam pneus, óleo, travões. Confia-se que tudo funcione porque ontem funcionou. A máquina anda, logo está segura. Mas a segurança não é automática. É um hábito consciente que se renova todos os dias e que muitos deixaram cair. Na chuva e no nevoeiro, a estrada enche-se de sombras em movimento. Carros sem luzes. Outros apenas com mínimos, invisíveis atrás, como se não existissem. Avançam a velocidades incompatíveis com o que os olhos conseguem realmente captar. Pergunto-me se veem o caminho ou se conduzem por memória, como quem atravessa um quarto escuro de olhos fechados, convencido de que nada mudou desde ontem. Os ...