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Ashes and Snow

Pessoas convivendo harmoniosamente (e à distância de um toque) com animais selvagens como elefantes, onças, baleias e pássaros em seu habitat natural pode parecer uma cena utópica ou demasiadamente bucólica, talvez mais adequada a um ancestral primitivo. No entanto, em locais distantes da civilização moderna, na Índia, Egito, Burma, Tonga, Sri Lanka, Namibia, Quênia, Antártica, Açores e Bornéo, esta sugestão se torna uma surpeendente realidade.

Longe do modo de vida e dos espaços artificiais do mundo "civilizado", emerge uma vivência altamente sensibilizadora, registrada com a paciência de um monge pelas lentes grande angulares do artista canadense Gregory Colbert.
Ashes and Snow é também um museu itinerante e auto-sustentável (todo construído com bambus), que já atraiu mais de 10 milhões de visitantes no mundo todo, desde sua estréia em Veneza em 2002 (recorde de público para uma exposição de artista vivo). Com mais de 60 fotografias de aproximadamente 3,5m x 2,5m cada (em tons de sépia e sobre papel artesanal), um filme de 60 minutos, dois curtas de 9 minutos no estilo haiku e um livro, o Museu Nômade - um espaço onde podemos nos reconectar com quem realmente somos - aterrisa no Brasil este ano.

Nenhuma das imagens foi digitalmente sobreposta ou colada, registrando apenas o que o artista viu através das câmeras. O título faz referência ao componente literário da exposição (e do filme), que é a história fictícia de um homem que, ao longo da jornada de um ano, escreve 365 cartas para sua esposa, revelando o significado do título na última.

"O poder das imagens não vem tanto de sua beleza formal, mas da maneira como elas envolvem o espectador em seu estado de espírito... Elas são simplesmente janelas para um mundo onde o silêncio e a paciência governam o tempo". - The New York Times

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