Avançar para o conteúdo principal

Mar de Amar

Deitado na areia, observo o Mar com carinho
O vaivém das ondas, a espuma, o reflexo da Lua
E vejo a minh’alma nas águas, dó, ternura crua
Que me transporta pelas ondas num sussurrar mansinho

Vejo o teu doce semblante a desvanecer-se nas águas
Toco a carne dos teus lábios, o teu olhar meiguinho
Cheiro o teu corpo, mistura de fogo com odor marinho
E entro nas águas para te abraçar, cheio de mágoas

Caminho nas águas, mas a tua face desfaz-se ao mergulhar
Na força das ondas diluis-te, levam-te para longe de mim
E assim fico eu, abandonado, no meio das águas do Mar

E levo o Mar à boca, quero tocar-te, sentir-te ao beber
Banhar-me em ti, saber quem sou, porque e donde vim
Encontrar-me contigo no fundo do Mar ou dentro do meu ser

Enviado por: PN

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Meu Pequeno Resmungão

Sentavas-te no alto, como quem vigiava um reino que só tu conhecias. A janela era o teu posto. O sofá, o teu trono. E aquele olhar meio fechado, entre sério e desconfiado, era a tua maneira de dizer: "Está tudo em ordem. Eu estou a tomar conta." Nunca foste o gato que pedia colo nem mimos. Nem o que seguia cada passo nosso. Eras feito de vontade própria, de aventuras inesperadas, de arranhadelas, de resmungos e de uma personalidade impossível de esquecer. Houve dias em que nos fizeste rir. Outros em que nos pregaste partidas. E muitos em que fingias que não precisavas de ninguém. Mas precisavas. E nós também. A vida foi deixando marcas no teu corpo. Mazelas que nunca escolheste. Batalhas silenciosas que foste enfrentando sem nunca perderes aquilo que fazia de ti... um Ginger Lince. O teu resmungo. Que tantas vezes nos fazia sorrir e que hoje daríamos tudo para voltar a ouvir. Lutaste o tempo que conseguiste.Nós lutámos contigo. Fomos contigo ao veterinár...