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"Bounce" (2000)

Dois estranhos apaixonam-se. Um sabe que não é por acaso.
Buddy Amaral (Ben Affleck) sempre foi um vencedor... um homem de pessoas... um intimista. Enquanto sócio numa das mais agitadas e bem sucedidas agências de publicidade de Los Angeles, Buddy faz as coisas acontecerem. Destemido e confiante, e ferozmente encantador os seus clientes adoram-no. E graças ao seu charme arrebatador... as mulheres também. Ao ver o seu vôo adiado, conhece no bar do aeroporto, outros dos passageiros que também esperam a chamada. Pensando estar a fazer uma boa acção, decide dar a sua vez a um deles, para que possa chegar a casa a tempo de acompanhar o filho numa actividade importante. Mas ao descobrir no dia seguinte, que o avião em que ele era suposto ir, tinha tido um acidente e não havia nenhum sobrevivente, fica mortificado e os remorsos intensificam o seu problema com o alcool, levando-o a uma clínica de desintoxicação durante 6 meses.
Ao sair, decide procurar a viúva daquele passageiro, Abby Janello (Gwyneth Paltrow), uma dona de casa de um subúrbio de Los Angeles. Simples e com uma beleza natural, ela é uma mãe dedicada e uma amiga em quem confiar que leva uma vida simples, por quem se acaba por apaixonar perdidamente. Dois estranhos em mundos completamente diferentes até que algo os aproximou. Algo mais que atracção. Algo mais que o destino. Algo mais que uma coincidência.

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  O frio chegou sem cerimónia, gelado e húmido, cortando a pele antes de ser sentido, trazendo o cheiro da terra revolvida e o toque metálico da chuva a bater nas telhas, devolvendo às manhãs uma luz cinzenta que não pede desculpa. Não anunciou visita. Entrou. Espalhou-se pelas ruas, infiltrou-se nas janelas mal vedadas, fez-se ouvir no ranger antigo das portadas. A chuva veio atrás dele, densa e persistente, com aquela autoridade que não se discute. E, de súbito, o país pareceu surpreendido por algo que sempre fez parte da sua história. Os velhos reconheceram-no de imediato. Encostados aos balcões dos cafés, mãos fechadas em torno das chávenas, disseram sem dramatismo: “Isto era o inverno da minha infância.” Não era saudade gratuita. Era memória concreta. Rios que cresciam sem pressa, valas abertas à enxada, a lâmina a cortar a região molhada, encostas deixadas em paz porque se sabia que a terra tem temperamento. O inverno era duro, mas conhecido, previsível na sua força. Hoje, ca...