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Brincadeira infantil

Na Luz das Letras fizemos um mini-conto com uma brincadeira infantil, com 300 palavras.

Era uma noite de inverno e a chuva batia levemente nas janelas da velha casa. Dentro, um grupo de crianças estavam reunidos na sala, cansadas dos jogos de tabuleiro. Foi então que Carlos sugeriu: “


Vamos jogar ao quarto escuro!”

A excitação cresceu de imediato. O jogo favorito de todos, era simples, mas cheio de adrenalina. Apagaram as luzes e dirigiram-se para o quarto mais pequeno da casa, aquele com apenas uma cama e um armário. As paredes frias e o silêncio da noite tornavam tudo mais assustador.

As regras eram claras, uma criança seria escolhida para ser o "caçador", enquanto as outras se escondiam no escuro. Com as luzes apagadas, não havia como ver alguma coisa, apenas se ouviam as respirações e o som dos pés a tentarem não fazer barulho.

A Maria foi a primeira escolhida como caçadora. Ficou de costas, contando até trinta, enquanto as outras crianças se encolhiam em cantos e atrás de móveis. O quarto, agora imerso numa escuridão total, parecia um labirinto. Cada pequeno movimento ecoava, criando a ilusão de que algo ou alguém se movia nas sombras.

“Pronto, aí vou eu!”, disse Maria com um riso nervoso. Tacteava o ar, os braços estendidos à procura de qualquer sinal dos amigos. As excitações misturavam-se nas suas mãos trémulas. De repente, ouviu um suspiro baixinho e virou-se, tentando seguir o som.

Ao fundo, Pedro estava escondido debaixo da cama, a tapar a boca para não rir. No outro canto, Luísa agachava-se atrás do armário, tentando não respirar muito alto. O quarto parecia mais vasto do que nunca.

Maria aproximava-se lentamente, até que, com um movimento rápido, agarrou o braço de alguém. “Apanhei-te!” Um grito abafado encheu o ar. Todos explodiram em risadas e a luz voltou, revelando os rostos corados e ofegantes.

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