Que o medo de chorar, não lhe impeça de sorrir.
Que o medo de não chegar, não lhe impeça de seguir.
Que o medo de falhar, não lhe faça desistir.
Que o medo do que é real, não lhe impeça de sonhar.
Que o medo da derrota, não lhe impeça de lutar.
E que o medo do mal, não lhe impeça de amar.
Que o medo de cair, não lhe impeça de voar.
Que o medo das feridas, não lhe impeça de curar.
E que o medo do toque, não lhe impeça de abraçar.
Que o medo dos tropeços, não lhe impeça de correr.
Que o medo de errar, não lhe impeça de aprender.
E que o medo da vida, não lhe impeça de viver.
O medo pode ser bom, serve para nos alertar,
tem função de proteger, mas pode nos ensinar
que às vezes até o medo, vem para nos encorajar…
Repare,
Se há medo de perder, é sinal para cuidar.
Se há medo de desistir, é sinal para tentar.
Se há medo de ir embora, é sinal para ficar.
Se há medo da maldade, é sinal para amar.
Se há medo do silêncio, é sinal para falar.
Se o silêncio insistir, é sinal para cantar.
Se há medo do escuro, é sinal para iluminar.
Se há medo de um erro, é sinal para caprichar.
Se há medo, meu amigo, é sinal para enfrentar.
Toda coragem precisa, de um medo para existir.
Uma estranha dependência, complicada de sentir.
A coragem de levantar, vem do medo de cair.
Use sempre a coragem, para se fortalecer.
E quando o medo surgir, não precisa se esconder.
Faça que seu próprio medo, tenha medo de você.
Bráulio Bessa, Poesia que transforma
Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao...
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