Avançar para o conteúdo principal

Osteoporose

Sabia que…
A Osteoporose é uma doença óssea sistémica, (i.e. generalizada a todo o esqueleto), que por si só não causa sintomas, caracterizada por uma densidade mineral óssea (DMO) diminuída e alterações da microarquitectura e da resistência ósseas que causam aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, aumento do risco de fraturas.

Se não for prevenida precocemente, ou se não for tratada, a perda de massa óssea vai aumentando progressivamente, de forma assintomática, sem manifestações, até à ocorrência de uma fratura.
O que caracteriza as fraturas osteoporóticas é ocorrerem com um traumatismo mínimo, que não provocaria fratura dum osso normal. Também se chamam, por isso, fraturas de fragilidade.
Uma vez que o número de mulheres em risco de desenvolver osteoporose pós-menopáusica aumenta à medida que a população vai envelhecendo, é fundamental identificar de forma precoce e exata quais as que se encontram em risco de sofrer fraturas.

Sintomas da Osteoporose
Habitualmente não ocorrem sintomas clínicos de osteoporose antes da ocorrência de uma fratura. A osteoporose é considerada uma doença assintomática. De facto, durante a progressão da doença, os ossos tornam-se progressivamente mais frágeis sem que os indivíduos afetados o percebam.

Excetuando os casos em que o doente efetua o rastreio da doença, o diagnóstico só se realiza após a ocorrência de uma fratura:
•para muitas mulheres pós-menopáusicas, a ocorrência da primeira fratura osteoporótica é o primeiro sintoma sugestivo da doença;
•a ocorrência de fraturas osteoporóticas vertebrais é a complicação da osteoporose pós-menopáusica mais frequente e muitas vezes a mais precoce;
•nesta fase, a micro-estrutura interna do osso pode já ter sofrido uma grande destruição e a doença encontrar-se num estado bastante avançado;
•frequentemente (em aproximadamente dois terços dos casos), as fraturas vertebrais não são diagnosticadas por não produzirem sintomas ou por os sintomas associados - dor na região dorsal ou lombar - serem banais e inespecíficos (i.e. surgem em muitas outras situações clínicas para além das fraturas);
•após a primeira fratura, muitas vezes não diagnosticada, o risco de novas fraturas aumenta, podendo ocorrer múltiplas fraturas vertebrais e consequente aumento da morbilidade (i.e. das queixas e das perturbações associadas à doença) e da mortalidade;
•o diagnóstico e o tratamento precoces da doença são, portanto, fundamentais tendo em vista a prevenção das fraturas.

Fonte: Roche Portugal (www.osteoporose.com.pt)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Estrada Não Perdoa

As estradas podem ser boas ou más. Há as novas, lisas, confiantes. Há as gastas, cheias de remendos e memória. Mas nenhuma estrada corrige a distração de quem conduz. O que decide nunca é apenas o piso, é o gesto. Um olhar que falha. Um segundo a mais. Um segundo basta. Conduz-se hoje como se o carro pensasse por nós. Entra-se, roda-se a chave, e parte-se. Poucos verificam pneus, óleo, travões. Confia-se que tudo funcione porque ontem funcionou. A máquina anda, logo está segura. Mas a segurança não é automática. É um hábito consciente que se renova todos os dias e que muitos deixaram cair. Na chuva e no nevoeiro, a estrada enche-se de sombras em movimento. Carros sem luzes. Outros apenas com mínimos, invisíveis atrás, como se não existissem. Avançam a velocidades incompatíveis com o que os olhos conseguem realmente captar. Pergunto-me se veem o caminho ou se conduzem por memória, como quem atravessa um quarto escuro de olhos fechados, convencido de que nada mudou desde ontem. Os ...