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Na escuridão da noite,
nos olhares da lua,
na melancolia e tristeza do amor,
no amor não correspondido,
que faz doer sem se ver,
que misturas a tristeza com a alegria,
e a dor com a força,
que desbloqueias a minha fonte de inspiração,
que despertas as palavras soltas,
palavras que surgem na ponta da língua,
á espera de criar uma frase,
á espera de um sentido,
á espera de um sorriso,
com a finalidade de serem escritas ,
em algum folha em branco,
ou em algum sitio,
ou murmurar no ouvido de alguém...

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As estradas podem ser boas ou más. Há as novas, lisas, confiantes. Há as gastas, cheias de remendos e memória. Mas nenhuma estrada corrige a distração de quem conduz. O que decide nunca é apenas o piso, é o gesto. Um olhar que falha. Um segundo a mais. Um segundo basta. Conduz-se hoje como se o carro pensasse por nós. Entra-se, roda-se a chave, e parte-se. Poucos verificam pneus, óleo, travões. Confia-se que tudo funcione porque ontem funcionou. A máquina anda, logo está segura. Mas a segurança não é automática. É um hábito consciente que se renova todos os dias e que muitos deixaram cair. Na chuva e no nevoeiro, a estrada enche-se de sombras em movimento. Carros sem luzes. Outros apenas com mínimos, invisíveis atrás, como se não existissem. Avançam a velocidades incompatíveis com o que os olhos conseguem realmente captar. Pergunto-me se veem o caminho ou se conduzem por memória, como quem atravessa um quarto escuro de olhos fechados, convencido de que nada mudou desde ontem. Os ...