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domingo, 31 de maio de 2009


Fogo de artifício na Ponte 25 de Abril
Rock in Rio festeja o regresso a Lisboa em 2010 com cascata de fogo-de-artifício no dia 30 de Maio
Para comemorar o regresso de mais uma edição na capital portuguesa, o Rock in Rio brinda o país com um espectáculo de cor e emoção na noite do dia 30 de Maio, quando falta um ano para a sua quarta edição em Portugal.

Para além dos milhares de pessoas que são esperadas nas margens do rio, todo o país vai poder acompanhar este momento através da SIC Notícias e da RFM que transmitem em directo os 7 minutos de espectáculo piro-musical, com início marcado para as 22H15.

O apogeu do evento será quando os 2 quilómetros da ponte forem totalmente cobertos pela cortina de fogo prateado que vai mergulhar nas águas do rio Tejo.

Recorde-se que o Rock in Rio-Lisboa 2010 já está marcado na agenda da cidade nos dias 21, 22, 27, 28 e 29 de Maio do próximo ano, no anfiteatro natural do Parque da Bela Vista.

sábado, 30 de maio de 2009

Ventos de Tradição - Grupo Ekvat

30 Maio
Auditório
18.00
Preço: € 20,00, com oferta de DVD
M/6
Duração aprox.: 90 minutos, sem intervalo
Co-Produção: Fundação Oriente/Grupo Ekvat

Em 2009, o Grupo EKVAT completa 20 anos a cantar Goa e a divulgar as suas tradições em Portugal e no estrangeiro. Este espectáculo pretende recordar todas as peças criadas ao longo desses 20 anos, sendo umas apresentadas ao vivo durante o espectáculo e outras oferecidas em DVD, já gravado em 2005, para memória futura.

O repertório inclui peças tradicionais, outras originais do Ekvat, tocadas, cantadas, dançadas e duas delas com representação teatral muda.

Uma oportunidade também para a apresentação de pequenos músicos a iniciar a sua aprendizagem de sons de Goa, com o Grupo GAMAT, também da Casa de Goa.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Saju George, o Jesuita Bailarino


Dança indiana

29 Maio
Auditório
21.30
Preço: € 15,00
M/6
Duração aprox.: 120 minutos, com intervalo
Produção: Fundação Oriente


O bharatanatyam é uma dança elegante, de grande impacte visual. Proveniente dos templos do estado de Tamil Nadu, no Sul da Índia, esta dança milenar é a mais antiga das principais formas de dança clássica da Índia.

Os bailarinos, nas suas coreografias, apresentam gestos e movimentos representativos da mitologia, filosofia, épica, histórias antigas, temas contemporâneos e de outras experiências da vida.

Oriundo de Calcutá, Saju George Moolamthuruthil, s.j., mais conhecido por O Jesuíta Bailarino, é um artista dinâmico e único, com uma rara visão e paixão pela arte e cultura da Índia e um brilhante bailarino de bharatanatyam.

Presente nos palcos há cerca de 15 anos, Saju George, s.j. tem tido a preocupação de conjugar a dança com a sua fé católica e o seu sacerdócio, encarando a arte como um meio efectivo de integração espiritual e transformação social.

Nos últimos anos, Saju deu mais de 200 espectáculos na Índia e por todo o Mundo, usando quer temas hindus, quer temas cristãos. Ora recorre a imagens de Radha-Krishna e de Shiva-Parvati, ou a imagens da crucificação e ressurreição de Cristo.

Para o Jesuíta Bailarino, a dança significa oração e adoração, auto-conhecimento e realização divina, deleite estético e integração cósmica, serviço social, promoção da paz e harmonia inter-religiosa, ecumenismo e muito mais. Ele acredita fortemente no poder da arte e, de um modo especial, da dança e da música.

Saju George é também director de vários centros de arte e cultura e de desenvolvimento social, tais como o Kalahrdava, a Art Peace Foundation e o Shanti Nir, em Calcutá.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Homepatia, Osteopatia


A Osteopatia é das técnicas de tratamento mais recentes, nasceu pela mão de Andrew Still, Médico Cirurgião, que acreditava que o resultado das tensões excessivas no corpo, levavam à doença ou disfunções, de origem óssea ou muscular.

A correcção da estrutura devolve assim a normalidade ao sistema e por consequência a saúde ao organismo, cabe assim ao osteopata a tarefa de normalizar e “deixar a trabalhar a Natureza”.

Vantagens da Osteopatia:
- Elimina as dores articulares e musculares
- Corrige más posturas ou fadiga funcional
- É adapatada a cada paciente consoante as suas necessidades
- É útil para qualquer idade
- Não é agressiva
- Atenua ou elemina os sintomas em pouco tempo e de forma duradoura.

Quem pode usufruir?
Todos, de verdade! Desde bebés, crianças, adolescentes e adultos, ainda mais adultos e grávidas. Para as grávidas com dúvidas por favor escrevam, terei todo o gosto em partilhar a minha experiência e benefícios, bem como as diferenças notadas nos bebés.


As técnicas utilizadas vão dar mobilidade às articulações, estimular os tecidos moles, relaxando os músculos. Também vão favorer a circulação, fornecendo mais oxigénio aos tecidos e estimular por sua vez a eliminação de produtos tóxicos.

O osteopata utiliza uma técnica específica para cada tecido: osso, ligamento, músculo, víscera; com base no exame preliminar no início da consulta. O exame completo pode incluir: questionário, palpação, inspecção etc. Após o exame o terapeuta observa as alterações mecânicas do aparelho locomotor e tenta estabelecer as cadeias lesionais do paciente, ex.: um entorse do tornozelo pode-nos levar até ao desiquilíbrio do pescoço, por alterações e lesões estruturais sedimentadas pelo tempo. O objectivo aqui será tratar essas lesões e desiquilíbrios para melhorar a tensão permanente no pescoço.

Os tratamentos não são todos iguais pois cada caso é um caso, como já vimos a dor do pescoço pode ter várias fontes de desiquilibrio e o tornozelo também…
Podem ser utilizadas várias técnicas:
Estruturais- manipulações articulares
Ritmicas - estiramentos e bombeios
Relaxamento ou Funcionais - massagem

Se as técnicas forem bem aplicadas e ajustadas ao paciente, vai ver que não custa nada, não dói nada. Se tiver Osteoporose deve evitar as técnicas estruturais, que incluem manipulações. Fale com o seu terapeuta e discuta qual o melhor tratamento para o seu caso.

Equilibre a sua estrutura, caminhe mais leve...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Tráfico internacional de drogas

A Polícia Federal (PF) descobriu um esquema de tráfico internacional de drogas que envolve o Brasil como rota e Portugal como um dos destinos finais na Europa.

A PF descobriu o trecho brasileiro da rota internacional usada por romenos para fazer tráfico de ecstasy e de cocaína, tendo as cidades brasileiras de Natal (Rio Grande do Norte) e São Paulo como parte da logística do transporte de estupefacientes, segundo noticia o site Globo.com.

Em Maio, quatro homens foram presos, todos provenientes da Roménia, com cerca de cinco quilos de cocaína e cerca de 21 mil comprimidos de droga sintética. Os romenos saíram de Portugal e passaram por São Paulo ou foram directamente para o Rio Grande do Norte.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sucos de frutas ou vegetais

Suco de cenoura é uma fonte riquíssima de vitamina A. Estimula o apetite e ajuda a digestão. É eficaz no combate à fadiga e à anemia, e à colite. Tomando-se 1 copo diariamente, embeleza e rejuvenesce, dando à pele um rosado natural. Pode ser tomado sempre e à vontade.
Suco de salsão é um tônico para os nervos.
Suco de espinafre é purificador, regenerador e reconstrutor dos intestinos. Tomado diariamente cura a constipação. Também é eficiente no combate à piorréia.
NOTA: As pessoas que sofrem de cálculos renais não devem toma-lo. Nunca tome puro e sim em combinação com outros sucos, exemplo, maçã, etc.
Suco de repolho ou de couve , só ou junto com suco de salsão, combate úlceras.
Suco de pepino é o mais eficiente diurético natural. Contra a excessiva acidez no organismo, resultante do abuso de amidos e carnes,
O suco de tomate é ótimo. Não deve, no entanto, ser tomado na refeição onde amidos e açúcares são servidos, pois anulariam sua ação alcalinizante.
O suco de cebola é excelente contra nervosismo, insônia e reumatismo. Combate as bactérias do nariz e garganta.
O alho também é excelente purificador do sangue, absorvendo o ácido úrico e combatendo a pressão alta. É benéfico nas doenças dos pulmões e brônquios.
O suco de salsão e limão neutralizam os gases digestivos, se tomados antes da refeição.
O de maçã é um purificador do organismo. É ótimo para os rins e combate a anemia.
O de uva é ideal para o coração.
O de abacaxi auxilia a digestão das proteínas. Bom para dor de garganta.
O de Laranja também é um purificador do organismo e tem uma ação alcalina rápida. Rico em vitaminas A, B e C.
O suco de mamão e limão , são auxiliadores da digestão, especialmente indicado aos estômagos sensíveis.
O de morango e coco - ameniza as dores de garganta e combate úlceras estomacais e gastrites.
Sucos abundantes e diárias de cenoura, alface, pepino e espinafre , combinados, fortalecerão os nervos e raízes dos cabelos.
Sucos de de cenoura, maçã e beterraba são ricas fontes de ferro, combatem a anemia, a constipação e a pouca resistência física.

domingo, 24 de maio de 2009

Muito simples essa receita...SORRIR !


'O sofrimento pode NÃO existir.
Ele é algo que aprendemos a sentir dentro de uma situação que contraria a nossa vontade.
A situação existe, mas sofrer dentro dela pode ser escolha nossa.

Finanças
Se o dinheiro está 'curto' ... Sorria!
O sorriso atrai a prosperidade.

Familia
Se está havendo conflitos ... Sorria!
O sorriso dissolve as energias pesadas

Trabalho
Se o progresso parece lento ... Sorria!
O sorriso abre portas para novas possibilidades.

Amigos
Se alguns o desapontaram .. Sorria!
O sorriso é um ímã para novas amizades.

Saude
Se não está bem ... Sorria!
O sorriso fortalece as defesas do corpo.

Idade
Se ela o preocupa ... Sorria!
O sorriso emite a luz da jovialidade.

Solidão
Se ela aparecer .. Sorria!
O sorriso conquista boas companhias

Amor
Se você está sem nenhum ... Sorria!
O sorriso nos torna mais atraentes.

Há momentos na Vida em que realmente não dá para sorrir.
Nesses momentos sorria para Deus:
Ele há de retribuir o seu sorriso !!'

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mary Cassatt

Mary Cassat nasceu em 22 de Maio de 1844, na cidade de Allegheny, Estados Unidos e faleceu em 14 de Junho de 1926 no Château de Beaufresne, perto de Paris, sendo enterrada no jazigo da família, em Le Mesnil-Théribus. É considerada uma grande pintora impressionista.

Biografia
Filha de um homem de negócios influente em Pittsburgh, de descendência francesa, mas tinha uma grande paixão pelos Estados Unidos, estudou arte na Academia de Artes da Pensilvânia na Filadélfia. Participou de várias exibições de quadros impressionistas, nos anos de 1879, 1880, 1881 e 1886. Conheceu pintores como Monet, Morisot, Renoir, Degas e Pissarro, sendo que Degas foi seu marido. Tinha estilo próprio e muito defendida por Degas dos severos críticos da época. Pintou um quadro chamado Senhora no Teatable em 1885 posteriormente adquirido pelo Museu Metropolitano de Nova Iorque. Devido a influência de Degas, seus trabalhos foram marcados com ênfase no estilo suave ou lírico da pintura.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

O mês de Maio assinala a celebração de duas datas importantes na vida dos museus: o Dia Internacional dos Museus, a 18 de Maio, e a Noite dos Museus que, no corrente ano, decorre no sábado 16 de Maio.
São momentos especiais que pontuam a actividade anual das instituições museológicas com um conjunto muito diversificado de iniciativas que decorrem em todo o País e que procuram trazer aos museus não só os frequentadores habituais destes espaços, mas novos e diversificados públicos.
Este ano, as entradas serão gratuitas nos Museus e Palácios do IMC no sábado, 16 de Maio, a partir das 18h00, e no domingo e segunda-feira, 17 e 18 de Maio, durante todo o horário de funcionamento (10h00 às 18h00).
Para além de várias exposições que, um pouco por todo o País, serão inauguradas nestes dias de Festa - e que merecem destaque neste Boletim - a Noite e o Dia Internacional dos Museus são momentos privilegiados para fruir os espaços museológicos fora de horas e deixar-se envolver numa variedade imensa de actividades: passeios de barco, mostras de gastronomia, animações, peças de teatro e pequenos espectáculos de circo e magia, projecções de cinema, sessões de jazz, música moderna e contemporânea, momentos de dança, capoeira, entre muitos outros.
As mais de 500 iniciativas disponibilizadas pelos museus e palácios do IMC e pelos museus integrados na rede Portuguesa de Museus podem ser consultadas no programa que aqui disponibilizamos, esperando despertar a vossa curiosidade e participação. Toda a informação disponível em www.imc-ip.pt/diadosmuseus

Semana da India

Oeiras parque - 18 a 24 de Maio - SEMANA DA INDIA

http://www.oeirasparque.com/passatempo/india/

domingo, 17 de maio de 2009

50 anos..

O Cristo-Rei é um monumento religioso localizado na freguesia de Almada, no concelho de Almada, em Portugal.

Situa-se a uma altitude de 113 metros acima do nível do Tejo, sendo constituído por um pórtico projectado pelo arquitecto António Lino, com 75 metros de altura, encimado pela estátua do Redentor de braços abertos voltado para a cidade de Lisboa, com 28 metros de altura, obra do escultor português Francisco Franco de Sousa. O pedestal, incluindo o pórtico, eleva-se a 82 metros de altura. O monumento a Cristo-Rei constitui a maior atracção turística do concelho de Almada, a seguir às famosas praias da Costa de Caparica. É de visita obrigatória a todo o turista que visite Lisboa.

Este monumento é o melhor miradouro da cidade de Lisboa, oferecendo uma ampla vista sobre a capital e sobre a Ponte 25 de Abril. Em numerosas reportagens turísticas sobre Lisboa, surge o monumento a Cristo-Rei, ex-líbris de Almada.

É uma das mais altas construções de Portugal, com 110 metros de altura.


[editar] História
A estátua de Cristo Redentor, existente no Rio de Janeiro, no Brasil, inspirou, em 1934, durante uma visita àquela cidade, o Cardeal Patriarca de Lisboa de então, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, a construir um monumento de cariz similar em Lisboa. No ano de 1936, transmitiu esta ideia ao Movimento do Apostolado da Oração, com uma recepção entusiástica. Seguiu-se a sensibilização de todos os bispos do país, tendo sido obtida a proclamação oficial do desígnio no ano seguinte, na Pastoral Colectiva da Quaresma.

O monumento a Cristo-Rei foi também edificado em cumprimento de um voto formulado pelo Episcopado Português reunido em Fátima a 20 de Abril de 1940, pedindo a Deus que livrasse Portugal de participar na Segunda Guerra Mundial. Salazar, não quis violar a velha amizade com o Reino Unido, que data do século XIV, e preferiu manter a neutralidade, não tendo Portugal participado na referida guerra.

A primeira pedra da construção do monumento foi lançada em 18 de Dezembro de 1949, após o fim da guerra. Foi inaugurado a 17 de Maio de 1959, dia de Pentecostes, na presença dos cardeais do Rio de Janeiro, de Lourenço Marques e de cerca de 300 mil pessoas, entre autoridades oficiais e cidadãos anónimos. Nessa ocasião, esteve também presente a imagem original de Nossa Senhora de Fátima e foi feita a consagração de Portugal aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. O Papa João XXIII não esteve presente na cerimónia, mas enviou uma mensagem de rádio, que foi então transmitida. Na altura, o Cardeal Cerejeira afirmou que o monumento seria sempre um sinal de gratidão pelo dom da paz.

Por altura da celebração do 25º aniversário, em 1984, foi aprovado um plano de ordenamento dos terrenos circundantes, do qual resultou a construção do edifício de acolhimento do Santuário hoje existente. Nesse edifício, funcionam ainda a reitoria e os serviços administrativos, possuindo o mesmo uma capela e diversas salas para exposições e reuniões.

Em 1999, a Diocese de Setúbal passou a tutelar o Santuário. Entre Maio de 2001 e 1 de Fevereiro de 2002, foi submetido a obras de restauro.

A 17 de Maio de 2007, foi inaugurada a chamada Sala Beato João XXIII, contendo 8 quadros inspirados pela encíclica Pax in Terris, da sua autoria. No mesmo dia, foi colocado diante do monumento a Cruz Alta, antigamente pertencente ao Santuário de Fátima, na sequência da construção da nova Basílica daquele local de peregrinação.

A 17 de Maio de 2009, para comemoração do Cinquentenário da inauguração do monumento, a imagem de Nossa Senhora presente na Capelinha das Aparições em Fátima tornará a estar presente no local e o Santuário de Cristo-Rei receberá os Bispos portugueses e, ainda, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, a religiosa de Paray-le-Monial a quem Jesus revelou o seu Sagrado Coração.

Milhares de pessoas juntaram-se hoje na Igreja de São Nicolau, em Lisboa, para receber a imagem de Nossa Senhora de Fátima que esta manhã deixou a Capelinha das Aparições para integrar as comemorações do cinquentenário do Cristo Rei .

"A vinda de Nossa Senhora estava prevista desde o princípio, porque também esteve cá na inauguração [do Santuário do Cristo Rei] e por isso quisemos repetir esse gesto", explicou à Lusa Francisco Noronha Andrade, o responsável da Comissão de organização do cinquentenário do Cristo Rei.

"Fazia todo o sentido trazer a Nossa Senhora, porque há uma grande ligação entre o Santuário do Cristo Rei e o Santuário de Fátima. Esta é a décima vez que sai da Capelinha das Aparições", acrescentou o responsável, referindo ainda que a preparação das celebrações dos 50 anos do Cristo Rei começaram há cerca de um ano.

sábado, 16 de maio de 2009

Festival da eurovisão da cançao 2009 em Moscovo


Local Olimpiisky Indoor Arena, Moscovo, Rússia

Sistema de votação
A votação é efectuada por televoto, onde cada país vota nas suas dez canções preferidas, numa pontuação que vai de 1 a 7, e 8, 10 e 12. A votação por televoto, será efectuada em ambas as semi-finais e na final, porém na final será acrescentado um júri, que valerá metade do voto, sendo assim, a votação da final será de 50-50 (50% televoto e 50% júri). Nas semi-finais, os júris escolheram um país que passará directamente para a final.

Número de participantes 42 (18 na 1º semi e 19 na 2º, de onde passaram 10 de cada semi-final para a final, onde concorreram 25 países)
Países estreantes Nenhum
Países que regressam Eslováquia
Países que saem São Marino, Geórgia

Na Sexta-feira dia 30 de Janeiro de 2009 teve lugar o sorteio dos países que iriam participar na 1ª ou 2ª Semi-Final. De acordo com o sistema do Festival de 2008, todos os países são separados em seis potes individuais baseados nas votações efectuadas por cada um dos Festivais anteriores. O sorteio foi criado para assegurar que os países que têm uma maior probabilidade de dar pontos a outros na competição, não participem na mesma Semi-Final (onde só podem votar os países que participam na mesma). Depois do sorteio, foram então conhecidos os países que iriam participar em cada uma das 1ª e 2ª Semi-Finais. Mais tarde foi também feito outro sorteio, para determinar em que Semi-Final e em que países iriam votar o grupo dos Big 4 (Reino Unido, Espanha, Alemanha e França) e o país anfitrião (Rússia). Os Big 4 e o país anfitrião já estão automaticamente qualificados para a Final do concurso. O sorteio para a ordem de actuação nas Semi-Finais e na Final, assim como o sorteio para a ordem na qual cada país, através de um porta-voz apresenta as suas pontuações atribuídas, ocorreram em Março de 2009.

Big 4, são os quatro países participantes no Festival Eurovisão da Canção com passagem directa á final do concurso (devido ao facto de serem os principais contribuidores). A possibilidade dos quatro países (França, Reino Unido, Espanha e Alemanha) passarem directamente para a final foi questionada tendo mesmo sido notificado a obrigatoriedade destes países passar por uma das semifinais [63], porém a 14 de Setembro de 2008, os altos comissários da EBU, vieram a público dar a conhecer a sua decisão na sua última reunião: que os Big 4 (Reino Unido, Espanha, França e Alemanha), não perderiam o seu privilégio de não passarem por uma das semifinais, mas sim diretamente para a final.

Participações individuais no Festival Eurovisão da Canção 2009
Albânia · Andorra · Alemanha · Arménia · Azerbaijão · Bélgica · Bielorrússia · Bósnia e Herzegovina · Bulgária · Chipre · Croácia · Dinamarca · Eslováquia · Eslovénia · Espanha · Estónia · França · Finlândia · Geórgia · Grécia · Hungria · Irlanda · Islândia · Israel · Letónia · Lituânia · Macedónia · Malta · Moldávia · Montenegro · Noruega · Polónia · Portugal · Países Baixos · República Checa · Roménia · Rússia · Reino Unido · Sérvia · Suíça · Suécia · Turquia · Ucrânia

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Cirque du Soleil: VAREKAI


Lisboa, 14 Mai (Lusa) - Era uma vez uma lagarta e um anjo que se apaixonam num vulcão e querem ser felizes para sempre. Mas há também aranhas vilãs nesta história, que será contada a partir de sexta-feira pelo Cirque du Soleil, em Lisboa.

E uma dessas 'más' fala português. Michele Ramos é brasileira, 34 anos, e fora dos palcos apaixonou-se por um português e, tal como no espectáculo de circo "Varekai", quis ficar com ele.

Neste caso de amor, a ameaça era uma digressão pela Austrália, mas tudo acabou bem: ele trocou a Força Aérea francesa pelo circo e hoje em dia é o responsável pela manutenção do palco e o único português na companhia.

Passam agora cinco anos sobre o primeiro beijo à beira Tejo. "E agora volto para trabalhar no mesmo sítio", diz a trapezista, de sorriso fácil.

Michele contabiliza 14 anos como artista de circo, nove dos quais no país natal, um em Portugal e quatro com a companhia canadiana do Cirque do Soleil, que junta acrobacias, malabarismos, música e dança.

Foram cinco anos à espera de realizar o sonho de se juntar ao "circo inovador". Uma audição, entrar na base de dados e esperar que a chamassem foi o início da sua realidade, que começou a ser ansiada quando viu uma gravação em VHS, por volta de 1994.

"Foi duro no início quando cheguei porque não falava nada de inglês", a língua universal do Cirque du Soleil. A mímica e algum francês que falava permitiram, porém, "quebrar o galho".

Conhecer o mundo, ter gravações diárias dos espectáculos para poder melhorar e trabalhar sem animais são muitos dos atractivos que encantam Michele.

E se tivesse filhos também podia contar com os três professores, que ensinam, por exemplo, os três meninos chineses que acompanham em palco o malabarista mexicano Octávio Alegria.

A dois dias da estreia, o malabarista e os pequenos artistas vão ensaiando no palco principal ainda sem os seus fatos coloridos, que continuam pendurados nos cabides ou na mesa de trabalho da costureira canadiana Genoveve.

Há sete anos, que começou a fazer fatos para a companhia na sua sede, em Montreal, mas aproveitou a oportunidade para fazer a digressão.

À pergunta quantas vezes já viu o espectáculo "Varekai", responde com uma gargalha e um "meu Deus, deixei de contar".

"Mas mesmo quando vejo hoje em dia fico com pele de galinha. Sei que vi pelo menos umas 500 vezes", acaba por confessar.

A dar apoio a jornalistas e a lembrar os artistas das horas de treino está Chantal Blanchard, que sempre trabalhou nos bastidores do mundo do espectáculo e garante que se pisasse o palco era "um desastre".

De trabalho no Cirque du Soleil conta já com 11 anos e acompanha o espectáculo que está em Lisboa desde o início, em 2002.

Viver em comunidade e a ouvir várias línguas fá-la feliz e já guarda memórias de imprevistos do palco ou de erros de tradução. Numa entrevista, uma jornalista queria saber mais sobre a meditação de acrobatas chineses, mas a pergunta que acabou por ser feita foi sobre medicação.

O seu trabalho é o "ideal" até porque um dos objectivos era "ver o mundo com os outros a pagar". "E tem funcionado muito bem para mim", diz, bem-humorada.

Andar com a casa 'às costas' é uma "faca de dois gumes", acrescenta a trapezista Michele. Ela conhece o mundo com o circo, o que seria impossível "num trabalho fixo", mas às vezes sente vontade de comprar coisas para a sua casa e fixar-se de uma vez por todas.

"Mas acho que não conseguia ficar muito tempo parada", afirma a brasileira, acrescentando que vê o futuro ligado ao meio circense, até porque já dá aulas.

O final da história de Michele está em aberto, mas a da lagarta e do anjo pode ser conhecida entre sexta-feira e 07 de Junho.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Objectos recuperados do Titanic em Lisboa


Mais de duzentos objectos recuperados do Titanic, o navio que se afundou há 97 anos no Atlântico, vão ser revelados ao público português numa exposição a inaugurar nos primeiros dias de Maio em Lisboa.

A exposição, intitulada "Titanic - The Artifact Exhibition", estará patente no Espaço Rossio, uma área expositiva com mais de mil metros quadrados localizada na Estação do Rossio e que se estreia com esta mostra.
A exposição retrata ambientes diferentes do Titanic, terá objectos reais resgatados do fundo do mar e recriações fidedignas do navio, como um camarote de primeira classe".
Do luxuoso navio, que se afundou a 15 de Abril de 1912 - cumprem-se agora 97 anos -, serão mostrados pela primeira vez em Portugal cerca de 230 objectos, como peças de vestuário, joalharia e uma garrafa de champanhe intacta.
A exposição contará ainda a história real dos passageiros, as expedições feitas ao fundo do mar onde o Titanic se afundou e relatará o que aconteceu naquela noite e madrugada de Abril de 1912.
Além da recriação de alguns dos espaços do navio, no Espaço Rossio será ainda simulado um iceberg com gelo real.
Esta é uma exposição para quem tem um "fascínio pela época do início do século XX, pelo fenómeno da emigração para os Estados Unidos, pela criação das grandes metrópoles e pela própria história do Titanic".
"Titanic - The Artifact Exhibition", que estará patente em Lisboa durante pelo menos três meses, já passou por cerca de 70 cidades e foi visitada por mais de 18 milhões de pessoas em todo o mundo.
A exposição está actualmente em Madrid, encerra no domingo e foi vista até agora por cerca de 80 mil pessoas.
A mostra é organizada pela empresa RMS Titanic Inc., que detém os direitos de recuperação e preservação dos mais de cinco mil objectos resgatados do Titanic, submersos a 3.800 metros no Atlântico Norte.
O navio transatlântico Titanic afundou-se nas águas do Atlântico Norte na viagem inaugural, com destino a Nova Iorque, depois de ter chocado com um iceberg, causando a morte de 1.500 pessoas.
Considerado na altura o maior navio de passageiros do mundo, o Titanic significou também uma das maiores tragédias marítimas do século XX.
A história do naufrágio foi largamente contada e reproduzida não só na imprensa, mas também na literatura, cinema e televisão.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nossa Senhora de Fátima


Na 5.ª Aparição de Nossa Senhora – no dia 13 de Setembro de 1917 – como das outras vezes, uma série de fenómenos atmosféricos foram observados pelas pessoas que tinham ido à Cova da Iria. Calcula-se que estavam presentes entre quinze a vinte mil pessoas.

De súbito, aconteceu: o refrescar da atmosfera; o empalidecer do Sol, até ao ponto de se verem as estrelas; uma espécie de chuva, como que de pétalas ou flocos de neve, que desapareciam antes de pousarem na terra.
Desta vez, foi visto um globo luminoso, que se movia lenta e majestosamente no céu, de um lado para o outro, e finalmente em sentido contrário.

Os três Pastorinhos notaram, como de costume, o reflexo de uma luz, e, a seguir, viram Nossa Senhora sobre a azinheira...

Nossa Senhora:
«Continuem a rezar o Terço, para alcançarem o fim da guerra.
Em Outubro virá também: Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, e São José com o Menino Jesus, para abençoarem o Mundo.
Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia».

Lúcia: «Há pessoas que me têm lembrado para pedir-Lhe graças, como a cura de alguns doentes, de um surdo-mudo...»

Nossa Senhora:«Sim, alguns curarei, outros não.
Em Outubro farei um milagre, para que todos acreditem»...

Ditas estas palavras, a Nossa Senhora começou a elevar-se, e desapareceu como de costume.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dia Internacional do Enfermeiro

Dia 12 de maio comemora-se mundialmente o Dia do Enfermeiro,
em referência a Florence Nightingale, um marco da enfermagem moderna no
mundo e que nasceu em 12 de maio de 1820. Já no Brasil, além do
dia do enfermeiro, entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem,
data instituída em meados dos anos 40 em homenagem a dois grandes personagens
da enfermagem no mundo: Florence Nigthingale e Anna Nery, enfermeira brasileira
e primeira enfermeira a se alistar voluntariamente em combates militares.


A profissão tem sua origem milenar e data da época em que ser
enfermeiro era uma referência à quem cuidava, protegia e nutria pessoas
convalescentes, idosos e deficiente. Durante séculos a Enfermagem forma
profissionais em todo o mundo comprometidos com a saúde e o bem-estar do
ser humano. Só no Brasil, são mais de 100 mil enfermeiros, além
de técnicos e auxiliares de enfermagem que somam cerca de 900 mil profissionais
em todo país. Essas variações de cargos fazem com que mais
profissionais se juntem ao setor e à novas possibilidades de trabalho nesta
área.


Origem da Profissão

Desde os tempos do Velho Testamento a profissão de enfermeiro já
era reconhecida por aqueles que cuidavam e protegiam pessoas doentes, em especial
idosos e deficientes, pois nessa época, tais atitudes garantiam ao homem
a manutenção da sua sobrevivência. Nesta época e durante
muitos séculos, a enfermagem estava associada ao trabalho feminino, caracterizado
pela prática de cuidar de grupos nômades primitivos..


Com o passar dos tempos, as práticas de saúde evoluíram
e entre os séculos V e VIII a Enfermagem surge como uma prática
leiga, desenvolvida por religiosos como se fosse mais um sacerdócio. Sendo
assim, tornou-se uma prática indigna e sem atrativos para as mulheres da
época, pois consideravam o trabalho como um serviço doméstico,
o que atestava queda dos padrões morais que a sustentavam, até então,
o trabalho da enfermagem.


Mesmo com essa crise da profissão, a evolução do trabalho
associados ao reconhecimento da prática, em meados do século XVI
a enfermagem já começa a ser vista como uma atividade profissional
institucionalizada e no século XIX, vista como Enfermagem moderna na Inglaterra.
A partir daí, foram catalogadas definições e padrões
para a profissão e a ANA ( American Nurses Association) define a Enfermagem
como: uma ciência e uma arte, levando em consideração que
o objetivo principal do trabalho é o de cuidar dos problemas reais de saúde
por meio de ações interdependentes com suporte técnico –científico,
bem como reconhecer o papel significativo do enfermeiro de educar para saúde,
ter habilidades em prever doenças e o cuidado individual e único
do paciente.


De onde vem o nome Enfermeiro

A palavra Enfermeira/o se compõe de duas palavras do latim: “nutrix”
que significa Mãe e do verbo “nutrire” que tem como significados,
criar e nutrir. Essas duas palavras, adaptadas ao inglês do século
XIX acabaram se transformando na palavra NURSE, que traduzido para o português, significa Enfermeira.

sábado, 9 de maio de 2009

Trovões & Relampâgos


Do mito à realidade
Desde os tempos antigos, os relâmpagos têm sido vistos como um dos fenômenos mais intrigantes e poderosos da natureza. O medo que se tinha (e ainda se tem) de sua intensa luminosidade e principalmente do estrondo que os acompanham fez com que nossos ancestrais, por não conseguirem explicá-los, os associassem a manifestações divinas. A mitologia nórdica, por exemplo, dizia que Thor era o deus dos relâmpagos. Em seus momentos de ira, usava um martelo mágico, chamado Mijollnir, para golpear todos os corpos celestes, o que resultava num grande barulho, o barulho de Thor (ou Thor Don na língua nativa da Islândia). Essa era a origem do trovão para aquele povo, sempre precedendo as tempestades. Do mesmo modo, os gregos acreditavam que os Ciclopes, ao todo três gigantes de um olho só (chamados Arges, Brontes e Estéropes), forjavam raios para Zeus, o deus do céu, lançá-los sobre os mortais. E foram muitos outros deuses "inventados" e cultuados. Atualmente, os relâmpagos recebem o apelido de espada de Deus. Apesar da Ciência ter se desenvolvido e explicado as causas dos relâmpagos, a figura do mito ainda deverá sobreviver por um longo tempo.

As primeiras pesquisas sobre a eletricidade atmosférica
No início do século XVIII, quando o estudo da Eletricidade se intensificou, muitos cientistas, movidos pela curiosidade e pelo desejo de explicar os fatos mediante uma experiência, se dispuseram a investigar os fenômenos elétricos. Aparentemente, em 1708, o cientista William Wall foi o primeiro a observar que a faísca que saía de um pedaço de âmbar eletrizado assemelhava-se à descarga de um relâmpago. Após isso, outras importantes descobertas sobre eletrização dos corpos sugeriram que relâmpagos deveriam ser manifestações elétricas na atmosfera. O americano Benjamin Franklin (1706-1790) projetou uma experiência para provar essa suspeita. Em junho de 1752, ele realizou o famoso experimento da pipa. Franklin planejou fixar uma vareta metálica no alto de uma torre de Igreja em construção, mas como a obra demorava, resolveu esquecer esse jeito empinando uma pipa com um objeto metálico preso no extremo da linha (alguns dizem que esse objeto era uma chave), nas proximidades de nuvens de tempestade. A outra ponta da linha ligava-se a uma garrafa de Leyden, dispositivo que armazenava eletricidade. Ele queria provar ser possível descarregar a eletricidade das nuvens através de um condutor pontudo, lenta e imperceptivelmente. Ele conseguiu realizar o experimento, provando assim que nuvens carregadas produzem os relâmpagos. Naquela época, muitos pesquisadores utilizavam tal método para armazenar eletricidade necessária às suas pesquisas, mas eram verdadeiros "chama-raios". Não eram ligados à Terra mas a garrafas de Leyden e isso causou muitos acidentes, alguns fatais. Esses dispositivos deram origem aos pára-raios que se tornaram peça fundamental na proteção contra os relâmpagos, sendo foi aperfeiçoados anos mais tarde. Hoje se sabe que os relâmpagos estão relacionados à eletricidade na atmosfera. Eles iniciam com os raios, que nada mais são do que cargas elétricas em movimento ordenado, ou seja, uma corrente elétrica na atmosfera produzindo dois efeitos: a iluminação de uma região específica do espaço onde elas se movimentam, que é o relâmpago propriamente dito e o brusco aquecimento do ar nessa região, causando uma onda sonora denominada trovão. É muito comum aplicar-se os termos raios e relâmpagos como sendo sinônimos, apesar de eles serem diferentes e o segundo ser conseqüência do primeiro.

Os relâmpagos e o equilíbrio atmosférico
Acredita-se que os raios têm um largo efeito sobre nosso meio ambiente e provavelmente estavam presentes durante o surgimento da vida na Terra. Podem mesmo ter colaborado na geração das moléculas que deram origem a vida. Pesquisas indicam que o aminoácido, substância que formou a crosta terrestre, tem origem nas descargas elétricas dos gases existentes na atmosfera. Independentemente da ação do homem os raios provocam incêndios, constituindo-se em agentes naturais para a manutenção do equilíbrio da quantidade de árvores e plantas. São também responsáveis por mudanças nas características da atmosfera ao redor das regiões onde ocorrem, quebrando moléculas de componentes do ar e produzindo novos elementos. Portanto, modificam a concentração de importantes elementos, como o gás ozônio, que se misturam com a chuva e se precipita como fertilizante natural. Apesar de tudo o que se sabe, os estudos sobre eletricidade atmosférica estão longe de se esgotarem. Ainda se investigam fenômenos de causas desconhecidas relacionados aos raios.

As principais conseqüências das descargas elétricas atmosféricas (raios) são a luz (relâmpago) e o som (trovão). Os relâmpagos são produzidos basicamente pela radiação eletromagnética emitida por elétrons que, após serem excitados pela energia elétrica, retornam a seus estados fundamentais. Isto ocorre principalmente na Descarga de Retorno e por esta razão, no caso da descarga nuvem-solo, a geração da luz é feita de baixo para cima. A luz do relâmpago é bastante intensa devido à grande quantidade de moléculas excitadas. Pode-se observar que as ramificações do canal são menos brilhantes pela menor quantidade de cargas presentes nessa região. A geração de luz dura cerca de um décimo de segundo. Portanto, os fótons produzidos no início da trajetória, apesar de chegarem primeiro na retina do observador, conseguem mantê-la sensibilizada até a chegada dos fótons provenientes do final da trajetória. Por isso, é comum se pensar que o canal se iluminou todo de uma vez ou ainda que o relâmpago caiu, vindo de cima para baixo, talvez por colocarmos a nuvem como nossa referência. Geralmente a luz do relâmpago é de cor branca, mas pode variar, dependendo das propriedades atmosféricas entre o relâmpago e o observador.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Percepção extra-sensorial e o modelo da transmissão

Com esta postagem, pretendo, em apertada síntese, demonstrar o quão indefensável é a hipótese da percepção extra-sensorial ser explicada por algum modelo transmissivo, isto é, ser ela mediada por alguma forma de energia. As considerações são as seguintes:

1ª- transmissão implica que a informação, conduzida por alguma forma de energia, vai de A até B. Adite-se que, em razão da teoria da relatividade especial, a energia condutora não poderia percorrer acima da velocidade da luz. Todavia, a evidência sugere que psi não está adstrita aos limites de espaço-tempo, ou seja, o percipiente pode reagir (ou mesmo se tornar cônscio) instantaneamente sobre algo experimentado por outrem, remotamente localizado (às vezes a percepção ocorre até mesmo antes da informação existir, como nas experiências precognitivas). Assim, insistir em "transmissão", a meu sentir, seria contestar esse postulado da Física, diga-se, muito bem assentado em nosso banco do conhecimento;

2ª- não bastasse à primeira ponderação, ainda existe o problema da linguagem. Como alguém conseguiria interpretar o "código telepático"?

Consideremos a seguinte experiência aparicional:

Em setembro de 1857, o capitão Wheatcroft foi à Índia juntar-se a seu regimento, deixando sua esposa em Cambridge, Inglaterra. Na madrugada do dia 15 de novembro ela sonhou que viu seu marido ansioso. Acordou imediatamente com a mente bastante aturdida. Sob os reflexos da luz da lua, abriu seus olhos e viu o marido em pé atrás de sua cama. Ele estava vestido de uniforme e sua mão pressionava o peito. Tinha o cabelo despenteado e a face pálida. Seus olhos miravam fixamente sua esposa e tinha a língua contraída. Parecia estar sofrendo e fazia um esforço para falar, embora não tenha emitido qualquer som. Na manhã seguinte, a Sra. Wheatcroft contou a experiência a sua mãe e expressou que acreditava que seu marido estava morto ou corria perigo. Semanas depois ela recebeu notícias que seu marido havia morrido em Lucknow na tarde do dia 14 de novembro, 18 horas antes de ela ter visto a aparição (Hornell Hart. Six Theories about Apparitions, 1956).
Levando em conta o modelo transmissivo, e deixando de lado a primeira objeção -a qual reputo insuperável-, poderíamos até compreender que a mente (ou cérebro) da esposa, igual a um rádio captando ondas eletromagnéticas, teria apreendido as "ondas mentais" do finado marido, seja quando ainda moribundo ou já "desencarnado". Aliás, a analogia do "rádio mental" facilita enormemente a idéia de que a telepatia requer a transmissão de energia. Mas, voltando ao ponto, de que modo o receptor poderia decifrar a linguagem do sinal telepático? Como e quando, no curso da evolução, desenvolvemos essa habilidade, inclusive sem nos tornamos conscientes dela? Michael Levin põe a questão da seguinte maneira:

Se informações telepáticas são transmitidas pela modulação de alguma energia (como um modelo básico de "rádio mental"), então se tem que mostrar como uma pessoa aprende os significados dos diferentes sinais (isto é, o código para diferentes conceitos). Já que uma modulação em particular de alguma onda de energia não sustenta qualquer conexão para algum conceito mental (é um código "arbitrário", em contraste aos idiomas pictográficos), tem-se que aprender (por exemplo, por tentativa e erro, ou por uma meta-linguagem) a cartografia dos símbolos para os conceitos. O mesmo é verdade inclusive para a visão. Como Beloff assinala, este problema é resolvido pela modalidade de som (por exemplo) na infância, quando uma criança, por instrução, associa várias modulações particulares de ondas de som com outros estímulos e conceitos já aprendidos. A pergunta é se a telepatia propaga-se como as informações transmitidas em alguma energia física, de que maneira uma pessoa conhece o que os vários aspectos do sinal representam? Este problema é mais agudo quando informações sugeridas e não-sentimentais são transferidas, pois sendo assim, as representações universais, inatas e padrões de conexão física podem ser descartados (International Journal of Parapsychology, 11 (2), 123-141, 2000).
Apesar de podermos achar uma resposta a essa dificuldade, nem de longe ouso persistir em alguma solução para justificar tal capacidade de "traduzir" códigos telepáticos. Mas, apenas argumentando, poderíamos sugerir que já viemos equipados, desde o nascimento, com tal faculdade, o que dispensaria a necessidade de algum aprendizado. Mas isso não se apresenta tampouco idôneo, porque uma língua cresce continuamente, logo, eventual habilidade em decodificar mensagens telepáticas, fosse inata, seria sempre parcial e imutável. O único modo de atualizar nosso "dicionário telepático" seria através do aprendizado, mas aí voltaríamos ao enigma: como faríamos isso?

3ª- Viesse a ser verdade que a percepção extra-sensorial é explicada em termos de transmissão (seja de informação proposicional, como nomes de pessoas e lugares, datas etc.; experiências sensoriais - visões de locais, aparições, sons e cheiros paranormais etc.; ou sentimentos) teríamos antes que esclarecer o que o cérebro tem de especial para ser o único objeto físico a oferecer barreira ao "sinal telepático"? Isso porque, a despeito de obstáculos físicos, como grandes distâncias, câmaras de privação sensória, gaiolas de faraday, paredes de concreto, seja o que mais for material não impede o percipiente de ter cognição paranormal. Poderíamos, no entanto, mencionar que, assim como o sinal eletromagnético, após ultrapassar densas barreiras físicas, esbarra num rádio que apreende e decodifica-o, nossos cérebros seriam, por excelência, as estruturas que a natureza dispôs para criar e capturar os "sinais telepáticos". Mas como nossos cérebros fariam isso? É mais uma dificuldade que se impõe ao paradigma da transmissão.

4ª- Nenhum modelo transmissivo consegue acomodar, de um jeito inteligivelmente razoável, o fenômeno da clarividência. Senão vejamos. Em primeiro lugar, viessem objetos físicos emanar campos de energia ao longo do espaço, energia essa que carregaria informações das mais detalhadas sobre suas fontes materiais, cada objeto também seria, da mesma forma que o cérebro, criador de um "sinal extra-sensório", o que retiraria (ou enfraqueceria) a idéia de o cérebro é, por natureza, uma estrutura especial para impor barreira, isto é, captar "sinas telepáticos" (ou seja, extra-sensórios). Em resumo, o cérebro seria tão hábil a criar (e por lógica, captar) um sinal extra-sensório tanto quanto uma couve-flor, por mais risível que pareça! Em segundo lugar, elucubrar que objetos emitem campos energéticos descritivos já é algo bem extravagante. Por outro lado, poder-se-ia justificar a clarividência, em termos de teoria da transmissão, de uma maneira em que o "sinal extra-sensório" fosse emitido pelo cérebro e, ao alcançar um objeto ou lugar, apreenderia as informações lá contidas (como posições, cores, tamanhos, formas etc.). Após, o dito sinal retornaria ao cérebro de origem, com os dados. Poderia se acrescentar que, metaforicamente, nossos cérebros seriam como sonares, reverberando ondas espacialmente e recebendo de volta os sinais. Ocasionalmente, quando a informação fosse pessoalmente relevante, por algum mecanismo psicológico, torna-se-íamos cônscios a fim de proceder alguma resposta. Mas três questões de alta indagação surgiriam: uma, o quanto nossos cérebros consumiriam de energia para ficar "atirando" sinais extra-sensórios para todos os lados?; duas, como os sinais "saberiam" para onde voltar?; três, de que modo eles se "carregariam" das informações remotas? Diga-se ainda que, se sinais extra-sensórios são capazes de se carregarem de informações ambientais, é porque barreiras físicas lhes impõem resistência, à medida que há interação (pois algo material modificou o sinal). Todavia, mais uma vez aqui o cérebro perde, nem que seja em algum grau, aquele caráter especial, a exclusividade de manipular sinais extra-sensórios.

Por último, quero deixar claro que a hipótese de psi mediada por alguma forma de energia é gênero. Dela se desdobram vertentes, as quais ou colocam a ênfase no emissor ou no percipiente da experiência anômala. Seja como for, todos os corolários também estão fadados ao fracasso. Relevantemente aqui, poderia se destacar a ideação de que telepatia seria "leitura de pensamento" (ênfase num percipiente ativo). Por essa teoria, muitos casos fortes de mediunidade seriam elucidados por uma faculdade do médium em selecionar, na mente (ou cérebro) de pessoas vivas, informações que posteriormente seriam peças de uma dramática representação sobre algum morto se comunicando. Essa seleção poderia, dizem alguns, ser tão profunda, que conteúdos inconscientes, nem mais acessíveis por quem passou pela experiência, poderiam ainda assim ser sondados telepaticamente por um médium. E mais: o médium seria capaz de pegar fragmentos isolados na mente de várias pessoas, e depois fazer algo como "recorta e cola" para construir seu drama. Independente de isso soar absurdo, o que poderia depender de julgamento subjetivo, além de não estar claro como esse mecanismo de seleção poderia funcionar, a capacidade de devassar o banco de memórias alheio é "descendente" dos mais diretos da teoria da transmissão, logo, sujeito às mesmas críticas e à mesma improbabilidade.

Hoje de uma amiga, muito querida e de coração, mandou-me uma sms "carregadas de boas energias". Soube-me bem.
Obrigada Su.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Surto de gripe suína de 2009

A gripe suína refere-se à gripe causada pelas estirpes de vírus da gripe, chamadas vírus da gripe suína, que habitualmente infectam porcos, onde são endémicas. Em 2009 todas estas estirpes são encontradas no vírus da gripe C e nos subtipos do vírus da gripe A conhecidos como H1N1, H1N2, H3N1, H3N2, e H2N3.

Quando os vírus da influenza de diferentes espécies infectam simultaneamente o mesmo animal (como por exemplo o suíno), podem reorganizar-se geneticamente e originar uma nova estirpe de vírus, tal como aconteceu actualmente com a emergência deste novo virus circulante Influenza A/H1N1. A análise deste vírus sugere que ele tem uma combinação de características das gripes suína, aviária e humana. Especificamente, esta combinação não havia sido vista até agora em humanos ou em suínos, e a sua origem é ainda desconhecida. Mas, felizmente, a conclusão inicial é a de que o vírus se espalha mais facilmente entre os porcos, e o contágio de humano para humano não é tão comum e simples quanto o da gripe comum.

Em seres humanos, os sintomas de gripe A (H1N1) são semelhantes aos da gripe e síndroma gripal em geral, nomeadamente calafrios, febre, garganta dorida, dores musculares, dor de cabeça forte, tosse, fraqueza e desconforto geral.

O virus é transmitido de pessoa para pessoa, e o papel do suíno na emergência desta nova estirpe de virus encontra-se sob investigação. Contudo, é certo que não há qualquer risco de contaminação através da alimentação de carnes suínas cozinhadas. Cozinhar a carne de porco a 71 graus Celsius mata o vírus da influenza, assim como outros vírus e bactérias.

Hoje surge o primeiro caso em Portugal.

domingo, 3 de maio de 2009

Dia da Mãe

O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio.

Dados Históricos: A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.

O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".

No Brasil, o primeiro Dia das Mães brasileiro foi oficializado para o segundo domingo de maio.

Em Portugal, o Dia das Mães é celebrado no primeiro domingo de Maio.

Em Israel o dia da mãe deixou de ser celebrado, passando a existir o dia da família em Fevereiro.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dia do Trabalhador

UMA HISTÓRIA TAMBÉM PORTUGUESA, CONCERTEZA!

Em Portugal, o movimento sindical e laboral foi-se reforçando até ao derrube da Monarquia e a instauração da República. Com o novo regime político, algumas câmaras municipais decretaram o 1º de Maio como feriado oficial. A luta pela jornada de oito horas recrudesceu, o que levou a que ela fosse consagrada em 1919 para os trabalhadores da indústria e do comércio.
Sete anos depois, com o golpe militar do 28 Maio de 1926, as liberdades fundamentais são suprimidas e fascizados os sindicatos. O 1º de Maio é proibido e as iniciativas que os trabalhadores, um pouco por todo o lado, tentam concretizar são alvo da mais feroz repressão policial. Por essa razão, a jornada do 1º de Maio alia, crescentemente, a luta pelo Pão, pela Paz e pela Liberdade à contestação do regime.
Na longa noite fascista, o 1º de Maio de 1962 fica a constituir um raio de luminosa esperança. Nesse dia, em Lisboa, Porto, Setúbal e outras localidades, dezenas de milhares de pessoas saem à rua, protestando contra a falta de liberdades, contra a miséria e contra a guerra colonial que eclodira no ano anterior e que havia de vitimar e mutilar milhares e milhares de jovens trabalhadores.
Também nesta altura cerca de 200 mil assalariados rurais do Alentejo e do Ribatejo entram em greve, conseguindo, desta maneira, impor aos latifundiários e ao fascismo a jornada de oito horas. Punha-se fim, finalmente, ao trabalho de sol a sol.
O edifício da ditadura estremece, mas há-de demorar mais uma dúzia de anos a ruir.
Disso se encarrega, em boa hora, o Movimento das Forças Armadas que, interpretando os anseios de liberdade, democracia e justiça social do povo, toma em mãos o derrube do fascismo e devolve as liberdades aos portugueses.
O acto corajoso, cometido pelos dos jovens oficiais das Forças Armadas em 25 de Abril de 1974, é inequivocamente referendado pelos trabalhadores e pelo povo português, cinco dias depois, nas grandiosas manifestações do 1º de Maio, convocadas pela Intersindical Nacional (hoje, CGTP-IN). Foi o fim do corporativismo e a consagração, de facto, da liberdade sindical no nosso país.
1º DE MAIO 74: DO GOLPE À REVOLUÇÃO CONFIRMADA
O 1º de Maio de 1974 impulsionou uma dinâmica revolucionária que conduziu a profundas transformações políticas, económicas, sociais e culturais. Desencadeou, pode dizer-se, um processo verdadeiramente revolucionário, responsável por um período de desenvolvimento social e humano ímpar no nosso país.
São as conquistas que a Revolução de Abril permitiu que a Direita, hoje regressada ao poder, está empenhada em anular ou, pelo menos, diminuir, num recuo ao 24 de Abril. Pior: aos tempos do liberalismo mais selvagem, esse mesmo que mandou executar os "Mártires de Chicago".
A política do Governo PSD/PP é, na prática, a negação de Abril e dos valores que afirmou. Nega o pão e o trabalho a cada vez mais trabalhadores. Compromete o desenvolvimento do país, reduz os salários e alimenta o parasitismo patronal. Nega o direito à igualdade e à justiça social. Atenta contra o direito à segurança social e promove a caridadezinha. Atenta contra a contratação colectiva, os direitos individuais e colectivos dos trabalhadores, incluindo o direito de livre organização sindical, através do Código do Trabalho e sua regulamentação. Está apostado em destruir o Serviço Nacional de Saúde, para beneficiar os negócios privados. Põe em causa do direito à paz e à segurança dos portugueses, ao enfileirar com o belicismo de Bush e companhia.
É contra essa linha de rumo que, 30 anos depois de 1974, o 1º de Maio terá, uma vez mais, que confirmar Abril e reclamar com determinação uma Nova Política e um Novo Governo, porque os que vigoram neste momento são um desastre em termos sociais e económicos e um perigo para a democracia e a soberania nacional.
Em 2004, as comemorações do 1º de Maio da CGTP-IN (em mais de 60 localidades e em Lisboa, este ano, na Cidade Universitária) decorrerão sob a exigência da mudança e da solidariedade: Portugal precisa duma política e dum governo que dêem resposta aos problemas do país e dos trabalhadores.
Por isso o 1º de Maio precisa da máxima participação! Precisa de todos, porque os objectivos são de todos. Do mais Jovem que ainda estuda, ao trabalhador com contrato a termo, do trabalhador mais velho ou já reformado, à investigadora, ao funcionário público, à trabalhadora discriminada, da desempregada menos activa a quem, alem do trabalho, ocupa tempo e dedicação a causas comuns, a associações, a movimentos sociais…
TODOS TEMOS DE FAZER UM ENORMÍSSIMO PRIMEIRO DE MAIO. PARA GANHAR O FUTURO!

1 de Maio de 1974
Manifestação do 1º de Maio, em Lisboa, congrega cerca de 500.000 pessoas. Outras grandes manifestações decorreram nas principais cidades do país.
30 anos (2004) após o derrube da ditadura em Portugal, as comemorações do 1 Maio, em Lisboa foram marcadas uma impressionante manifestação entre o Estádio 1º.de Maio e a Alameda da Cidade Universitário.
Desde manhã bem cedo, que a animação era enorme no jardim do Campo Grande. Largas centenas de vendedores ambulantes, onde predominava os de etnia cigana, instalaram as suas tendas, bancas, carrinhas, etc. Aqui se podia encontrar de quase tudo à venda. A impressão geral era de uma verdadeira feira, em tudo idêntica às descrições da antiga Feira do Campo Grande.
Na parte da tarde, quando as largas dezenas de milhares de manifestantes vindos do Estádio 1º.de Maio (Freguesia de S. João de Brito), chegaram ao Campo Grande percorrendo parte da Avenida do Brasil, formou-se um imenso mar de pessoas, que de formas diversas faziam ouvir os seus protestos, em particular contra o desemprego e a política do actual governo, chefiado por Durão Barroso.
Entre as organizações presentes, para além dos sindicatos, destacavam-se as organizações de apoio e solidariedade com os imigrantes, o povo Basco e o povo da palestina e o do Iraque.
Sinal dos novos tempos: as vozes das mulheres, ao longo do desfile, eram as que mais sobressaiam, não apenas gritando palavras de ordem, mas cantando canções de protesto.
As origens do Primeiro de Maio remontam à luta dos operários pela redução do tempo de trabalho. Essa teria iniciado em 1791, nos Estados Unidos, quando os carpinteiros da Filadélfia declararam greve para exigir a jornada de 10 horas e pagamento por trabalhos extras. A Convenção da Federação Americana do Trabalho, de 1884, tomou a resolução histórica de que "oito horas constituiriam uma jornada legal de trabalho a partir do 1º de Maio de 1886". A data também pode estar relacionada ao antigo costume dos trabalhadores que festejavam no 1° de Maio a chegada da primavera, que significava novas construções e melhores remunerações que no Inverno.
A data escolhida pela maioria das nações do mundo para comemorar o Dia do Trabalho e celebrar a figura do trabalhador, tem origem em uma manifestação operária, por melhores condições de trabalho, iniciada no dia 1º de Maio de 1886, em Chicago, nos EUA.
A greve, organizada pela Federação dos Trabalhadores dos Estados Unidos e do Canadá, foi violentamente reprimida pela polícia causando a morte de vários trabalhadores e a prisão de oito de seus principais líderes: Augusto Spies, Michael Schwab, Samuel Fielden, Adolfo Fischer, Jorge Engel, Luiz Lingg, Oscar Neebe e Albert Parsons.
Por decisão judicial, quatro desses dirigentes foram enforcados em Novembro de 1887; três foram condenados à prisão perpétua e um suicidou-se na prisão.
O Dia Mundial do Trabalho foi criado em Paris, em 1889.
A partir de 1890 o Dia Primeiro de Maio passou a ser comemorado em quase todo o mundo. Mas, nos Estados Unidos, desde 1894, a data é comemorada na primeira segunda-feira de Setembro.
Sobre a repressão da greve de 1886, na Praça Haymarket, em Chicago, o New York Tribune e o Chicago Times, publicaram, respectivamente as seguintes manchetes:
"Estes operários brutos só compreendem a força, uma força que possam recordar durante várias gerações..."
"A prisão e os trabalhos forçados são a única solução adequada para a questão social".
No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação centenas de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de um dos protestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos polícias que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.