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terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Previsão de alterações climáticas para o próximo século é a pior de sempre


Uma fuga de informação, em relação ao conteúdo do relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que será divulgado em Paris na sexta-feira, traz hoje às páginas do australiano Weekend Australian as principais conclusões redigidas pelo grupo de elite de cientistas.
De acordo com o jornal australiano, as previsões do IPCC são muito mais negras que as divulgadas há cinco anos, no último relatório do painel. Pela primeira vez os cientistas confirmam um aumento da temperatura global de três graus em cem anos, caso não sejam tomadas medidas eficazes e urgentes no corte das emissões de gases de efeito de estufa.Em 2001 o painel de cientistas previam aumentos na ordem de 1,4 graus a 5,8 graus até 2100 mas foram depois levados a ajustar essa previsão para resultados entre dois e 4,5 graus.O IPCC afirma ainda que o nível do mar vai igualmente aumentar, em cem anos, até um metro. Hoje o PÚBLICO destaca em manchete um estudo da Universidade do Algarve que revela que a subida do nível do mar, fruto das alterações do clima, está a provocar uma acelerada erosão da orla costeira do Algarve e que, na Ria Formosa, as conclusões avançadas pelo IPCC para daqui a cem anos já se confirmam: ali o mar avança já um metro por ano diz o estudo dos cientistas algarvios.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

"Clube dos Poetas Mortos"

“Fui para os bosques para viver livremente,
para sugar o tutano da vida,
para aniquilar tudo o que não era vida,
e para, quando morrer, não descobrir que não vivi.”
Thoreau

Entusiasmados com o lema “Carpe diem” (aproveita o dia) proclamado pelo professor, os
alunos ganham coragem para experimentar desafios e experiências que nunca antes ousariam enfrentar. Á semelhança do que o professor Keating fizera na juventude, sete dos seus alunos criam o “Clube dos Poetas Mortos”. O clube reúne furtivamente à noite, numa gruta, nas imediações do colégio. O grande tema é a poesia.
O suicídio de um jovem, brutalmente reprimido pelo pai na sua vocação, vai desencadear uma situação de confronto entre a direcção do colégio e o professor Keating acusado de instigar os seus alunos à desobediência. O professor é expulso e direcção do colégio toma medidas para que tudo volte à normalidade.

“Apanha os botões de rosa enquanto podes
O tempo voa.
E esta flor que hoje sorri
Amanhã estará moribunda.”

http://robertseanleonard.org/

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Menina com três cabeças nasce em cidade andina do Peru

Uma menina com três cabeças nasceu na cidade de Huanta, no departamento de Ayacucho, Peru, mas permaneceu viva por apenas cinco minutos, confirmaram hoje fontes hospitalares.

O bebê, o nono descendente de uma humilde camponesa de uma comunidade distante do sudeste peruano, apresentava um crânio de tamanho normal junto a outros dois de um tamanho inferior.

(Foto apenas ilustrativa. Clique para ampliar.)

sábado, 20 de janeiro de 2007

Piloto passa mal e morre durante vôo com 210 passageiros

"Atenção, senhores passageiros do vôo 1838. Aqui quem fala é o co-piloto. Apertem os cintos. O piloto morreu..." Pode parecer comédia de cinema, mas aconteceu na vida real... O piloto de um vôo realizado neste sábado pela companhia aérea Continental Airlines passou mal pouco após a decolagem e foi pronunciado morto depois de um pouso de emergência, informou neste domingo o porta-voz da empresa, Dave Messing.
O porta-voz afirmou que os 210 passageiros do vôo Continental 1838 não estiveram em perigo enquanto o piloto passava mal, já que o co-piloto assumiu o controle e conseguiu realizar um pouso de emergência com segurança.

O vôo partiu do Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston (Texas), às 11h30 (15h30 pelo horário de Brasília) de ontem, e tinha como destino Puerto Vallarta, no México.

"Quando o piloto passou mal, o co-piloto consultou o centro de operações da Continental e providenciamos uma ambulância para encontrá-lo no Aeroporto Internacional McAllen-Miller (em McAllen, Texas), para onde o avião foi desviado", afirmou o porta-voz da empresa. Messing disse que o piloto foi declarado morto depois de ser transportado para um hospital local.

Provérbios - Letra A

A ambição cerra o coração.
A apressada pergunta, vagarosa resposta.
A ave de rapina não canta.
A barriga não tem fiador.
A boa mão, do Rocim faz cavalo; e a ruim, do Cavalo faz Rocim.
A boca do ambicioso só se fecha com terra da sepultura.
A boda e a baptizado não vás sem ser convidado.
A cada Bacorinho, vem seu S. Martinho (11/11).
A cada boca uma sopa.
A cadela, com pressa, pariu os cachorros cegos.
A campo fraco, Lavrador forte.
A casamento e baptizado, não vás sem ser convidado.
A cavalo dado não se olha o dente.
A chuva de S. João (24/6), bebe o Vinho e come o Pão.
A chuva e o frio, metem a Lebre a caminho.
A conselho amigo, não feches o postigo.
A culpa morreu solteira.
A desgraça não marca encontro.
A encomenda é igual ao cabaz.
A espada e o anel, segundo a mão em que estiverem.
A falta do amigo há-de-se conhecer mas não aborrecer.
A fama longe soa. E mais depressa a má que a boa.
A fome é a melhor cozinheira.
A fome é boa mostarda.
A fome é o melhor tempero.
A fome faz sair o lobo do mato.
A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha.
A ganhar se perde e a perder se ganha.
A gosto danado, o doce é amargo.
A ignorância e o vento são do maior atrevimento.
A justiça tarda mas não falha.
A Laranja, de manhã é Ouro, de tarde é Prata, e à noite mata.
A lei é dura, mas é para se cumprir.
A melhor Cozinheira, é a azeiteira.
A Morte abre a porta da Fama e fecha a da Inveja.
A mulher, sem pôr o pé faz pegada.
A necessidade aguça o engenho.
A necessidade não tem lei.
A noite é boa conselheira.
A nuvem passa, mas a chuva fica.
A ocasião faz o ladrão.
A ociosidade é mãe de todos os vícios.
A palavra é de prata e o silêncio é de ouro.
A pedra e a palavra, não se recolhe depois de deitada.
A Pescada de Janeiro, vale um carneiro.
A pintura e a peleja, de longe se veja.
A pobreza não é vileza, nem a riqueza nobreza.
A preguiça é a mãe de todos os vícios.
A preguiça morre à sede, andando a boiar.
A pressa é inimiga da perfeição.
A primeira, qualquer cai. À segunda cai quem quer.
A quem do seu foi mau despenseiro, não fies o teu dinheiro.
A quem tudo quer saber, nada se lhe diz.
A razão e a verdade fogem quando ouvem disputas.
A rir se corrigem os costumes.
A roupa suja lava-se em casa.
A união faz a força.
A vaidade é o espelho dos tolos.
A valentia com os fracos, só cobardia revela.
A ventre farto o mel amarga.
A verdade é como o azeite: Vem sempre ao de cima.
A vozes loucas, orelhas moucas.
Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
Abril, Abril, está cheio o covil.
Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
Água de Fevereiro, mata o Onzeneiro.
Água de Julho, no rio não faz barulho.
Água detida é má para a bebida.
Água e vento são meio sustento.
Água mole em pedra dura, tando dá até que fura.
Águas da Ascensão, das palhas fazem Grão.
Águas passadas não movem Moinhos.
Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras.
Aí por Sant'ana, limpa a pragana.
Ainda que mude a pele a Raposa, seu natural desponja.
Albarda-se o burro à vontade do dono.
Almoço cedo, faz carne e sebo; almoço tarde, nem sebo nem carne.
Alto mar e não de vento, não promete seguro o tempo.
Amigo deligente, é melhor que parente.
Amigo disfarçado, inimigo dobrado.
Amigo que não presta e faca que não corta: que se percam, pouco importa.
Amigo verdadeiro vale mais do que dinheiro.
Amigo, vinho e azeite o mais antigo.
Amigos, amigos, negócios à parte.
Amor com amor se paga.
Amor de pais não há jamais.
Amor querido, amor batido.
Amores arrufados, amores dobrados.
Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.
Ande por onde andar o Verão, há-de vir no S. João.
Ano de nevão, ano de pão.
Ano de neve, paga o que deve.
Antes caia do cú do que do alforge.
Antes cegues que mal vejas.
Antes martelo que bigorna.
Antes mau ano que mau vizinho.
Antes minha face com fome amarela, que vergonha nela.
Antes que te cases, vê o que fazes.
Antes quebrar que torcer.
Antes quero Asno que me leve, que Cavalo que me derrube.
Ao arrendar cantar e ao pagar chorar.
Ao bebado e ao tolo, dá-se o caminho todo.
Ao bom amigo, com teu pão e teu vinho.
Ao bom pagador não dói o penhor.
Ao Diabo e à mulher nunca falta que fazer.
Ao Fevereiro e ao rapaz, perdoa tudo quanto faz.
Ao homem de esforço a fortuna lhe põe ombro.
Ao homem ousado a fortuna dá a mão.
Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo.
Ao pé do pano é que se talha a obra.
Ao quinto dia verás que mês terás.
Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam.
Ao rico não devas e ao pobre não peças.
Ao rico não faltes, ao pobre não prometas.
Apanha com o cajado quem se mete onde não é chamado.
Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo.
Apanham-se mais moscas com mel do que com fel.
Apressado come cru.
Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.
Aquele que me tira do perigo, é meu amigo.
Aquilo que sabe bem, ou faz mal ou é pecado.
Arco de teixo duro de armar e fraco para disparar.
Arco sempre armado, ou frouxo ou quebrado.
Arrenda a vinha e o pomar se os queres desgraçar.
As aparências iludem.
As boas contas fazem os bons amigos.
As cadelas apressadas parem cães tortos.
As favas, Maio as dá, Maio as leva.
As obras falam, as palavras calam.
As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras.
As palavras voam, a escrita fica.
As paredes têm ouvidos.
As sopas e os amores, os primeiros são os melhores.
Às vezes não se respeita o burro, mas a argola a que ele está amarrado.
Assim como vires o tempo de Santa Luzia ao Natal, assim estará o ano mês a mês até final.
Até ao lavar dos cestos é vindima.
Até ao Natal um saltinho de pardal.
Até S. Pedro abre rego e fecha rego.
Até S. Pedro tem a vinha medo.
Atrás de mim virá, quem de mim bem dirá.
Ave que canta demais não sabe fazer o ninho.
Ave só não faz ninho.
Azeite de cima, mel do fundo e vinho do meio.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Cães usados como isca para tubarão em ilha francesa

Cães e gatos, vivos e mortos, estão sendo usados como isca para tubarões por pescadores amadores na ilha sob administração francesa de Réunion, revelaram organizações de defesa dos direitos dos animais e autoridades locais.

(Clique nas fotos para vê-las ampliadas.¨)

A pequena ilha vulcânica localizada ao largo da costa oriental de África está repleta de cães vadios, mais de 150000, diz Reha Hutin, presidente da organização com sede em Paris Fondation 30 Millions d'Amis.

Hutin enviou uma equipe de filmagens a Réunion no Verão passado, para obter provas documentais de que os animais vivos estavam sendo usados como isca para tubarões, com o objetivo de expor esta bárbara prática no programa de defesa dos direitos dos animais da organização na televisão.

Um veterinário conseguiu tratar com sucesso um dos cães, o cão de seis meses de idade com um anzol no focinho que se vê na foto acima, na SPA (Société Protectrice des Animaux) da capital de Réunion, St.-Denis.

Ao contrário da maioria dos animais usados nesta prática, o cão era o animal de estimação de alguém, revela Saliha Hadj-Djilani, repórter do programa televisivo da organização. O cão tinha, aparentemente, escapado aos seus captores e foi levado à SPA por um cidadão preocupado. Totalmente recuperado, o animal já está de regresso a casa e à companhia dos donos.

O caso de Clain não é único, diz Fabienne Jouve da GRAAL (Groupement de Réflexion et d'Action pour l'Animal), uma organização de defesa dos direitos dos animais com base em Charenton-le-Pont, França. "Ultimamente, quase todas as semanas, temos encontrado cães com anzóis na ilha, para não falar de gatos encontrados nas praias e parcialmente devorados por tubarões."

Tão logo os pescadores capturam os animais, colocam-lhes imediatamente anzóis, "ou pelo menos no dia anterior, para que sangrem o suficiente". Alguns escapam antes de serem atirados ao mar, outros não têm essa sorte.

Após os anzóis serem colocados nas patas e/ou focinhos, os animais são atados a tubos infláveis com linha de pesca e largados no mar, relata o Clicanoo. Para evitar a detecção, os pescadores colocam o isco no meio da noite e regressam de manhã para verificar se capturaram algum tubarão.

"Este tipo de prática bárbara não tem qualquer tipo de desculpa em pleno século XXI", diz Jouve. -- Fonte da notícia: Simbiotica.Org

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

40 000 jovens europeus encheram-se de esperança

Os 40 000 jovens reunidos por Taizé entre 28 de Dezembro e 1 de Janeiro na capital croata foram acolhidos calorosamente pela cidade e pelas famílias. Com o desejo de ir às fontes da confiança em Deus e no outro.
Antes da partida para Zagreb, os últimos avisos práticos recomendavam que se levassem roupas quentes. O conselho estava longe de ser supérfluo. Escondida atrás de uma pequena montanha, a capital croata não está ao abrigo dos rigores do Inverno. Prudentemente, todos estavam cheios de gorros, fortes blusões e botas grossas. Mas o calor do Encontro não tardou a voltar a aquecer os mais friorentos.
Todos os peregrinos do 29º Encontro Europeu de Jovens - cerca de 40 000, de uma trintena de países (1) – foram acolhidos em casas de famílias. Audrey Marty e os seus amigos de Aveyron não poupam elogios às qualidades dos seus anfitriões e à mobilização dos jovens que receberam os grupos nas 150 paróquias da cidade e dos arredores: «De facto, eles derrubaram todas as barreiras.»
«O acolhimento nas famílias tocou-nos muito», confessa o irmão Richard, de Taizé, que fala croata e fez parte da equipa de preparação chegada no início de Setembro. «Algumas destas famílias sofreram muito por causa da guerra. Outras são refugiadas».
«Fizeram todos um esforço admirável. As famílias abriram verdadeiramente as portas dos seus corações e das suas casas. O Cardeal Josip Bozanic, arcebispo de Zagreb, e os seus bispos auxiliares estiveram constantemente ao nosso lado e facilitaram-nos muito o trabalho da organização. Tal como a Câmara Municipal e as autoridades civis e políticas. De resto, muitas personalidades, incluindo o Primeiro Ministro, Ivo Salader, manifestaram a sua simpatia e a sua solidariedade através da sua presença, num ou noutro dia, na oração da noite. Mesmo o grande mufti da Croácia e o rabino de Zagreb», prossegue o irmão Richard, «quiseram passar algum tempo connosco.»

sábado, 13 de janeiro de 2007

Cavaco Silva em Goa


Presidente pede aos portugueses e indianos para não ficarem reféns da História
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, aconselhou hoje empresários portugueses e indianos a não ficarem reféns da História, na abertura de um seminário económico, em Goa, no terceiro dia da sua visita à Índia.
Quarenta e cinco anos depois de Goa, Damão e Diu terem sido anexadas pela Índia, pondo fim a mais de 450 anos de colonização portuguesa, o Presidente português desembarcou sob um calor intenso no aeroporto da capital do Estado e ao fim da tarde discursou perante empresários dos dois países. Admitindo sentir uma emoção - "aquela que cada um de nós experimenta ao reconhecer traços da sua história e da sua civilização" - por estar em Goa, Cavaco Silva deixou também um conselho.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Cavaco não vai «passear» à Índia


6/1/2007 Constantino Hermanns Xavier in: Portugal Diário

A imprensa começou, finalmente, a cobrir a visita de Cavaco Silva à Índia. Segundo Nunes Liberato, da Casa Civil, a visita de Estado à Índia serve para «construir uma relação de futuro» com aquele país e que «não será nem um passeio turístico nem uma peregrinação histórica». O programa oficial, bem como a página oficial da Presidência dedicada especialmente à cobertura da viagem, prometem, desde já, um sucesso.
O Presidente da República inicia terça-feira uma visita de Estado à Índia para «construir uma relação de futuro» com aquele país e que «não será nem um passeio turístico nem uma peregrinação histórica», refere a Lusa.
Companhia de três ministros
Acompanhado por três ministros - Luís Amado (Negócios Estrangeiros), Manuel Pinho (Economia) e Isabel Pires de Lima (Cultura) - e por uma extensa comitiva de empresários, Cavaco Silva quer relançar as relações económicas com um país, a Índia, que é uma das potências emergentes, a par da China.
O Presidente da República cumpre um programa de oito dias que inclui encontros, em Nova Deli, com o Presidente indiano, Abdul Kalam, o primeiro-ministro, Manmohan Singh, e o líder da oposição, Lokh Sabha, além da homenagem a Mahatma Ghandi.
De Nova Deli, Cavaco Silva parte para Goa, colónia portuguesa durante mais de 450 anos até 1961, onde recebe o doutoramento «honoris causa» da Universidade de Goa.
E esse é, à partida, um dos momentos de maior «carga simbólica» na passagem do Presidente pelo território que foi português até 1961, onde cumpre um programa cultural e inaugura uma exposição sobre a presença portuguesa na Índia.
Os últimos dias da visita são passados em Bangalore, o «Silicon Valley» da Índia, e onde se concentra grande número de empresas de tecnologia de ponta, incluindo a gigante informática INFOSYS, que a comitiva visita.
O objectivo de Cavaco Silva nesta visita de Estado é aproveitar o bom relacionamento político entre os dois países para tentar relançar as relações económicas, que são pouco significativas - as exportações portuguesas para a Índia cifraram-se em cerca de 21,5 milhões de euros em 2005.
«Esta visita não é um passeio turístico nem é uma peregrinação histórica. É uma visita para estabelecer uma relação com futuro com uma potência emergente», na definição de uma fonte da Presidência.
Visita acompanhada «on-line»
A visita de Estado de Cavaco Silva à Índia, de 10 a 17 de Janeiro, vai ser acompanhada «on-line», na página da Presidência da República, com textos, fotos, sons e videos.
O objectivo, segundo fonte da Presidência, é proporcionar aos cidadãos, através do «site» http://www.presidencia.pt/, informação o mais actualizada possível sobre a deslocação de Cavaco Silva a Nova Deli, Goa, Mumbai e Bangalore.
A partir de dia 10, após a chegada do Presidente a Nova Deli, haverá imagens (fotos) e serão colocados «on-line» os discursos, os sons e os videos dos principais pontos do programa do Presidente da República.
Uma das opções permite aos cidadãos enviar mensagens com comentários sobre a visita ao próprio Presidente.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Em Zagreb temos tido dias bastante intensos...

Em Zagreb temos tido dias bastante intensos: encontros nas paróquias, em escolas e universidades, com comunidades religiosas, etc... e a parte mais logística da preparação também exige nesta altura muito tempo e concentração...

Quarta-feira, com um pequeno grupo de voluntários, fomos visitar as irmãs da Madre Teresa. Estivemos a ajudar a servir comida a várias dezenas de pessoas, pobres, que ali foram almoçar. As irmãs dizem que há dias em que chegam a ser 200... A eficácia e capacidade de organização das irmãs deixou-nos espantados! Durante o Encontro Europeu, aqueles que quiserem participar nesse workshop terão também a possibilidade de visitar as irmãs.

Uma visita que me marcou bastante foi a que fizemos à Mesquita de Zagreb. O responsável pela comunidade acolheu-nos muito bem, falou-nos sobre o Islão e sobre valores que partilham com os cristãos e não hesitou em criticar os excessos fundamentalistas que, segundo ele, se afastam do Alcorão. Ele, que veio da Bósnia apenas há alguns anos e que vive no meio de um povo marcado pela guerra, teve palavras surpreendentes em relação à recusa da violência e à procura da paz. Durante o Encontro, um dos workshops será nesta Mesquita...

Em geral as pessoas falam pouco sobre a guerra. São feridas demasiado recentes. No entanto, nalgumas paróquias ouvimos experiências bastante dolorosas. A linha de frente da guerra ficou a cerca de 50 quilómetros a sul de Zagreb: a capital ficou assim protegida. Mas algumas das terras que estiveram na linha de frente fazem questão de acolher jovens durante o Encontro. Apesar da distância, achámos que não podíamos recusar esse pedido... numa pequena aldeia, contaram-me como o exército sérvio conseguiu  a dada altura avançar e ocupar a zona... toda a população pôde fugir a tempo e não houve vítimas civis... mas depois da guerra, quando as pessoas regressaram às suas casas, só encontraram ruínas: a aldeia tinha sido completamente destruída. Hoje vemos que nessa zona todas as casas são novas e por vezes as pessoas vivem em casas ainda em construção... Noutra terra, algumas pessoas do grupo de preparação contavam a experiência de viver cinco anos com um exército inimigo às portas da cidade, fazendo regularmente bombardeamentos...

As irmãzinhas de Jesus, que têm casas em vários países dos Balcãs e da Europa Central, vão animar um workshop durante o Encontro. Elas têm certamente uma visão sobre a história recente desta região menos parcial do que muitas das pessoas que encontramos... e vão falar sobre a procura de comunhão.

O bispo auxiliar de Zagreb tem-nos apoiado muito e têm dito coisas que nós, vindos de fora, não poderíamos dizer. Por exemplo, respondendo à pergunta «de que tipo de confiança se fala quando se chama ao Encontro Europeu de Jovens uma 'Peregrinação de Confiança através da Terra'?» (http://www.taize.fr/pt_article4127.html), ele diz: «Trata-se da confiança em Deus e nos seres humanos. Não há fé sem confiança, como não há amor nem qualquer outra boa relação humana sem confiança. Mesmo as relações internacionais dependem em grande medida da confiança, ou da desconfiança, que habitam os membros dos diferentes povos. Por exemplo, quanta  desconfiança fica nos corações humanos depois das guerras! Quando se viram injustiças, massacres ou destruições é difícil reconstruir pontes de confiança em direcção aos outros, aos outros povos, àqueles que pertencem a outras confissões ou comunidades. Mas isso não é apenas possível: para nós, cristãos, deve ser uma das prioridades.» Ele também dará o seu testemunho num dos workshops.

No dia 1 terminou o prazo de inscrição no Encontro. Com os números que temos neste momento, ainda faltam muitos lugares para alojar os participantes. Em média, cada paróquia conseguiu encontrar até agora metade dos lugares que fixámos juntos como objectivo. Para que todos fiquem em famílias será necessário que as paróquias atinjam os objectivos definidos. Como muitos deixam tudo para a última hora, continuamos a ter esperança de poder acolher todos em famílias... mas ainda há muito trabalho a fazer! 


A folha de cânticos para o Encontro está já disponível em: http://www.taize.fr/IMG/pdf/Songs.pdf